terça-feira, 16 de março de 2010

DESCRUZE OS BRAÇOS, MÃOS A OBRA ! FAÇA COMO O FUTEBOL DE RUA

Muitos são os leitores que nos questionam sobre como entrar na indústria do esporte. Como conseguir um lugar ao sol e fazer do esporte a sua profissão principal, aquela que te sustenta, juntando o amor pelo esporte com a necessidade de ter um rendimento mensal ? Outros, mais enérgicos, numa atitude inflamada já vão culpando “o sistema”, dizendo que o esporte é restrito aos conhecidos, aos parentes dos dirigentes esportivos, e que tudo é uma panelinha só. Também não tiro a razão destes.

Mas o ponto que queremos chegar é: Não se deixe abater por todos estes fatores. Há espaço para todos, guardando as devidas proporções de espaço geográfico e de ocupação de mercado. Se o vôlei é forte em seu estado, talvez não seja no seu município, ou no seu bairro. No geral o esporte brasileiro ainda é muito amador. É neste ponto que os leitores, futuros gestores esportivos de sucesso, podem fazer a diferença.

Com o intuito de empreender no esporte, ainda que não haja fins lucrativos, foi criada a ONG, Futebol de Rua. Alceu Natal Neto é o idealizador do projeto. Trazemos o exemplo dele para demonstrar aos nossos leitores que devemos tomar a iniciativa e partir para a ação. Mãos a obra !

O trabalho começou em 2006 com a ONG implantando um núcleo na Comunidade de Heliópolis em São Paulo. O Futebol de Rua apresenta uma nova proposta de futebol, onde a falta é proibida, a regra n.01 é o Fair Play, e o que contam são os dribles e as belas jogadas. Pode-se jogar desde 1×1 até 3×3, dependendo do espaço fisico em que a quadra pode ser montada.

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A ONG também trabalha com o FreeStyle, que é o malabarismo que a molecada faz com a bola que a red bull vem fazendo campeonatos ultimamente

A ONG se mantém desde 2006 com as “suas próprias pernas” literalmente. Para bancar seus custos ela faz apresentações, palestras, clinicas/workshops, eventos, etc…

Atualmente o Futebol de Rua tem 2 núcleos na Comundade de Heliópolis e mais 6 núcleos na cidade de Curitiba, em Escolas públicas, no Projeto Comunidade Escola da Prefeitura Municipal.  Apesar disso a ONG ainda não conta com qualquer apoio seja público ou privado !!!


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RIO 2016. CIDADE OLÍMPICA QUE NÃO TEM ESPORTES OLÍMPICOS

Hoje o Rio de Janeiro ainda é uma cidade despreparada, do ponto de vista esportivo, para absorver o legado da olimpíada. Não há competições esportivas fortes o suficiente para atrair um publico que sustente a utilização das futuras instalações esportivas. A nossa sorte é que ainda restam 6 anos para que se implemente uma gestão esportiva com foco no longo prazo e que esta ausência seja sanada. Vejamos alguns exemplos:

No Basquete o estado do Rio possui apenas o Flamengo, como representante na NBB, principal campeonato da modalidade no país. Na última temporada a equipe rubro-negra tornou-se campeã, levando até 8.500 pagantes no último jogo disputado na Arena HSBC. Entretanto, ao longo da competição o clube, considerado como sendo de maior torcida do país, teve uma média de público de, aproximadamente, 1.200 torcedores, nos jogos em casa (Fonte: http://www.flabasquete.com/). Apenas para registro o Flamengo mandou os seus jogos em dois locais diferentes, além do HSBC Arena, jogou no Tijuca Tênis Clube e no Maracanãzinho. Logicamente que com números tão modestos o clube não conseguiu ter lucro referente a bilheteria.

Na Superliga de vôlei o estado está “melhor” representado. Unilever e Macaé Sports jogam no feminino e Volta Redonda representa o Rio no masculino. Entretanto, a unica equipe da capital, comandada pelo Bernardinho, realmente briga por título. As outras duas são do interior do estado e fazem um trabalho que precisa de maior investimento e profissionalismo. Outro ponto importante é que a equipe da Unilever tentou mandar alguns jogos no Maracanãzinho, mas as partidas não apresentaram um bom público, causando o retorno desta para o modesto ginásio do Tijuca Tênis Clube.

Fica a clara evidência de que os esportes olímpicos no Rio de Janeiro não são fortes o suficiente para fazer valer a utilização de um Maracanãzinho ou uma Arena HSBC, ou Arena Multiuso, dois legados dos jogos pan-americanos e que são sub-utilizados. As federações e as equipes locais precisam começar agora a fazer um planejamento estratégico a longo prazo, visando fomentar equipes fortes e, por consequência, proporcionando competições locais mais atrativas, para que, por fim, o público demonstre interesse em acompanhar os jogos, gerando retorno para as instalações esportivas que a cidade terá como legado, após a realização dos jogos olímpicos de 2016.


INTERATIVIDADE.

Neste sabadão vamos trazer mais um bom exemplo de como ativar a marca do seu patrocinador, explorando a imagem do ídolo da sua equipe. Tudo bem, não é todo mundo que tem um fenômeno na equipe, mas veja que a proposta é simples e de fácil execução. Basta ter uma câmera na mão, três idéias de mico, que o craque poderá pagar e correr atrás de divulgar a promoção nos mais diversos meios (online ou não).

No vídeo abaixo mostramos o caso da AMBEV que mais uma vez explorou a imagem de seu garoto propaganda, Ronaldo, para atrair a atenção do público para o mais novo produto da empresa, o Guaraná Antartica Zero. A idéia é simples. No site www.apostadoronaldo.com.br Ronaldo irá se propor a pagar um mico se o Guaraná que ele estiver tomando não for o original. O mico que o atleta irá pagar será escolhido pelo internauta.

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Interatividade ! Vamos mais uma vez bater nesta tecla. Os nossos leitores podem botar a criatividade p´ra funcionar e correr atrás de meios de buscar interatividade entre a sua instituição esportiva e os fãs. Bons exemplos não faltam. Além da questão do baixo orçamento, necessário para colocar no ar vídeos para a grande massa.


AS ÚLTIMAS DO SPORTJOB

… E como não poderia deixar de ser, estamos divulgando as últimas vagas publicadas no Sportjob. Site especializado em Vagas de Emprego em Marketing Esportivo.

Desta vez o site aparece com muitas oportunidades. Tem vaga para jornalismo, marketing e comercial. Confira !

  • Gerente E-commerce. Local: São Paulo. Instituição: Loja A Esportiva. Saiba mais.
  • Estágio Pesquisa de Produtos Esportivo. Local: São Paulo. Instituição: O.Blue. Saiba mais.
  • Estágio em Jornalismo. Local: Rio de Janeiro. Instituição: Esporte Interativo. Saiba mais.
  • Executivo Comercial Jr. Local: Rio de Janeiro. Instituição: Esporte Interativo. Saiba mais.
  • Gerente de Marketing. Local: São Paulo. Instituição: Sportwear. Saiba mais.

Os frequentadores mais assíduos podem reparar que o site está de cara nova. Visual novo, muito mais informação e uma página muitíssimo interessante e útil para os que se interessam por capacitação no esporte. No link: http://www.sportjob.com.br/cursos você terá uma lista dos principais cursos do país relacionado a indústria do esporte. Portanto, não perca tempo !

Vá lá dar uma conferida nas opções que você tem para aumentar as suas chances profissionais no esporte.


365 DIAS INTERAGINDO !

Com o objetivo de estar sempre por perto do seu público, o Laboratório Esportivo no post Sua Marca em Atividade o Ano Todo sugeriu aos leitores que desenvolvesse uma série de ações ao longo de datas comemorativas durante o ano. No post, trouxemos um exemplo, o vídeo criado pela Puma para os dias do namorado.

Nós fomos mais modestos sugerindo ações por datas comemorativas. Já a marca de tênis New Balance foi além e lançou o projeto New Balance 365. É isso mesmo, a marca propõe interatividade durante os 365 dias do ano. Desde o dia 22 de fevereiro, toda manhã haverá um vídeo novo de 20 segundos convidando as pessoas a pensarem no conceito “The Balance” (”o equilíbrio”) e na essência e no espírito da marca. O projeto foi idealizado pela própria empresa, em conjunto com o diretor de cinema sueco Jesper Koothoofd.

Além do site haverá um aplicativo que poderá ser baixado no iphone. Este aplicativo funcionará como um dispertador que também será atualizado a cada dia.

Ok, interagir é necessário, super importante para cativar os seus seguidores, mas todo dia é exagero. Continuamos achando que um calendário focado em datas comemorativas já é suficiente e poderá trazer um retorno bastante relevante para suas ações de marketing esportivo.

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A SEGMENTAÇÃO NO ESPORTE E A BUSCA POR PATROCÍNIO.

Você saberia dizer qual o público alvo do seu clube, da sua associação, dos torneios que você organiza ? Qual é o perfil do público que “consome” o seu serviço ? No esporte é comum ver gestores esportivos reclamarem de falta de patrocínio, mas são poucos os que sabem vender o seu peixe para o patrocinador correto.

Entendemos que para aumentar as suas chances de fechar parcerias para o seu evento esportivo é fundamental que você evidencie ao potencial patrocinador, que o segmento de mercado que ele tem interesse é o mesmo que compete em seus eventos. Caso façamos a seguinte pergunta: “Você sabe o perfil dos seus atletas ?” Muitos dirigentes terão a resposta na ponta da lingua, dando detalhes e inúmeros exemplos. Entretanto, na mesa de negociações, na hora de apresentar um plano de negócio estruturado … cadê os números ? onde estão os dados ? e todos aqueles exemplos, da onde surgiram ?

Com este exemplo queremos ressaltar que de pouco valerá as suas lembranças, todos estes dados registrados de forma empírica, na cabeça do dirigente esportivo. O que realmente contará é ter estes dados formalizados, registrados em alguma planilha, por exemplo. Ter uma base de dados organizada, bem preenchida e atualizada certamente fará a diferença na busca por patrocínio no esporte. Uma gestão esportiva sem dados organizados dificilmente será bem sucedida. Vale lembrar que um banco de dados bem estruturado poderá te ajudar a ir além do convencional, na busca por segmentação. Quem sabe até perceber que você possui um público relevante e altamente fidelizado em um segmento específico e que também é o público alvo de determinada impresa ou produto.

Veja por exemplo o caso de uma agência que irá lançar uma revista voltada para o segmento de mulheres praticantes de corrida de rua. (Fonte: Máquina do Esporte). Muito provavelmente a tomada de decisão por investir na edição de uma revista, o que envolve recursos financeiros relevantes, não foi tomada empiricamente. A empresa deve ter concluído através de números que haveria público interessado neste tipo de produto.


SAIBA COMO MEDIR O IMPACTO DE UM MEGA EVENTO ESPORTIVO.

Lançado no Reino Unido uma plataforma de medição de impacto de grandes eventos.

Anteção para a logo da Adidas ... tá vendo ?

Anteção para a logo da Adidas ... tá vendo ?

Uma das grandes questões que assolam a comunidade da indústria do esporte, mais especificamente os gestores responsáveis pelo marketing esportivo é: “Como dimensionar o retorno trazido pelas ações de marketing através do esporte ?”. Muito se fala que a exploração do esporte como uma ferramenta de marketing pode trazer bons retornos. Há casos de sucesso, como a parceria entre Banco do Brasil e Confederação Brasileira de Vôlei, que ajudou a rejuvenecer a marca do Banco. Mas a verdade é que os profissionais de marketing envolvidos na medição de suas ações terão um trabalho grande para obter dados reais. Entretanto, há uma luz no fim do túnel, um sinal de vida para os gestores esportivos – se não os brasileiros pelo menos os que trabalham no Reino Unido.

Um conjunto de empresas líderes no mercado de organização de mega eventos criou um ferramenta para medir o impacto da realização de mega eventos. A ferramenta é um wesite que demonstra como medir o impacto de um grande evento na mídia, na economia, na sociedade e no ambiente onde o evento foi realizado.

Esta pode ser uma ferramenta poderosissíma para o desenvolvimento da indústria esportiva nos países que formam o Reino Unido. A partir do momento que você se torna capaz de quantificar o retorno trazido pela realização de um mega evento esportivo, sob vários aspectos (economico, social, de mídia etc.), você se capacita para captar e manter patrocinadores ou investidores interessados em desenvolver ações de marketing através do esporte.


PARABÉNS MULHERES !

Dia 08 de março, dia internacional da mulher !

Mulheres de Ouro

Mulheres de Ouro

O Laboratório Esportivo não poderia deixar de dar os parabéns para todas as mulheres, Brasil a fora. Atletas, dirigentes, auxiliares, torcedoras, fãs e as compreensivas também (que nem curtem tanto esporte, mas que entendem os homens e sabem ser compreensivas na hora de compartilhar os momentos esportivos do companheiro… rsrs… isso é importante !).

E que as mulheres se tornem cada vez mais presentes no mundo esportivo, colaborando com o seu toque especial de organização, capricho e zelo para que a gestão e o marketing esportivo nacional sejam ainda melhores. Fica a nossa lembrança e o nosso registro neste dia especial.


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COMITÊS OLÍMPICOS DOS EUA E DE U.K. UNEM FORÇAS PARA O CRESCIMENTO DO ESPORTE.

Nesta semana o comitê olímpico americano e o comitê olímpico inglês assinaram um acordo que irá beneficiar ambos os países.

Ski inglês indo ladeira abaixo.

Ski inglês indo ladeira abaixo.

A associação americana de ski e snowboard irá auxiliar na reconstrução da associação inglesa do mesmo esporte, que passou por grandes dificuldades financeiras antes da realização dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, entre outras áreas de cooperação.

Os comitês olímpicos dos Estados Unidos e da Inglaterra informaram que farão ações conjuntas, relacionadas aos esportes de inverno, como por exemplo, a organização de intercâmbios para técnicos e treinamentos específicos; promover o uso de novas tecnologias nos esportes de inverno, através da maior aproximação entre comitês olímpicos e o setor privado; promover um congresso, a ser realizado em Londres em 2011, sobre as melhores práticas de gestão aplicadas nos órgãos nacionais; compartilhar as melhores práticas na gestão do esporte educacional e para jovens.

Segundo Larry Probst, presidente do comitê olímpico americano, um dos objetivos de sua presença em Vancouver foi manter os esforços para aumentar o engajamento do movimento olímpico, aprender com o comitê olímpico dos outros países e compartilhar a sua experiência olímpica.

Continuamos trazendo aos nossos leitores casos em que dirigentes demonstram que a união de forças entre instituições esportivas ou com profissionais de mercado, tem sido uma das principais alternativas encontradas seja para resolver problemas de ordem financeira, seja para profissionalizar a gestão no esporte – vide o post Santos no Caminho de uma Gestão Esportiva Profissional. Tendo em vista o cenário acima, entendemos que implementar a união de expertises entre clubes, federações, associações ou ligas esportivas, pode vir a ser uma excelente alternativa de crescimento para instituições esportivas menores, que estão começando a ser organizar e que almejam alcançar maior relevância no esporte.


MAIOR CONTROLE NOS GASTOS É VITAL PARA A LONGEVIDADE DAS INSTITUIÇÕES ESPORTIVAS.

O futebol europeu, assim como sua economia, está em uma situação financeira delicada. Entretanto, executivos de grandes clubes citaram a cooperação como uma forma de entrar em uma nova era de maior preocupação com questões financeiras.

Falando no fórum europeu Soccerex, em Manchester, Jose Maria Cruz Andres, vice-presidente do Sevilla, disse que é hora dos clubes europeus tomarem ações urgentes.

Segundo ele: “O futebol é um negócio estranho onde jogadores e agentes ganham todo dia e os clubes perdem toda hora.” e continua… “O problema é que estamos gastando mais com jogadores do que ganhamos. Na segunda divisão espanhola os clubes estão gastando com jogadores 150% das suas receitas e isso não é sustentável.” Ele conclui dizendo: ” Nós não precisamos de mais regulamentações. Não somos um banco ou uma empresa de seguros. Precisamos achar a medida certa entre receitas e despesas”.

Ivan Gazidis, CEO do Arsenal, disse que há uma opinião crescente, entre os clubes europeus, sobre o objetivo básico de prudência financeira. Gazidis disse que o futebol europeu  precisa construir um espirito de parceria entre os gestores dos clubes, similar ao que ocorre na Major League Soccer, onde os gestores são muito mais colaborativos fora do campo. O resultado de tamanha colaboração poderia ser uma maior atratividade de pessoas (investidores) sensiveis.

Com exceção da última parte, que na opinião do Laboratório é bem utópico – acreditar que haverá pessoas mais sensíveis no meio esportivo – concordamos com todos os outros pontos de vista.

É aquela velha história de não gastar mais do que recebe. É o que muitos sugerem inclusive no orçamento doméstico, ou seja, é o que devemos implementar no nosso dia a dia, em nossa rotina pessoal. Logo, o mesmo deve ser aplicado na gestão esportiva. Deve-se adotar maior prudência nos gastos. Não extrapolar nas despesas, caso você tenha restrições orçamentárias, em função da baixa geração de caixa. Além disso, há a questão da cooperação. Juntos os clubes poderão discutir maneiras de melhor controlar seus gastos. Podem inclusive propor às Federações ou às Confederações mecanismos que diminuam a interferência dos empresários.

Enfim, nada é tão bom que não pode ser melhorado ! Deve haver maneiras viáveis dos clubes controlarem melhor os seus gastos. Não vamos aqui focar na busca por soluções. Não vamos ficar especulando. Até porque, se tivéssemos a solução para estes males, seriamos consultores endinheirados !!! Duas ou mais cabeças pensando juntas aumentam as chances de encontrar uma solução satisfatória – conforme já exemplificamos no post: “Duas ou Mais Cabeças Pensam Melhor que Uma“.. O mais importante aqui é atentar para a necessidade de maior controle nos gastos e perceber que ela é vital para a longevidade das instituições esportivas, independente do esporte.