O time de vôlei feminino que representa a cidade do Rio de Janeiro nos últimos anos nas principais competições nacionais, até então chamado de Rexona/Ades, a partir desta temporada será chamado do Unilever. Não sei quanto a Globo, mas aqui falaremos sempre o nome da empresa investidora.

Pois bem, nas últimas temporadas a equipe do Rexona/Ades mandou os seus jogos no acanhado ginásio do Tijuca Tênis Clube. Lá a capacidade total era de aproximadamente 3 mil pessoas. Mesmo nessas épocas com a equipe recheada de atletas da seleção e com a própria seleção feminina ganhando vários títulos internacionais, nem assim o time conseguia encher o ginásio. Será possível encher o maracanazinho ? Talvez sim, talvez seja possível em um ou dois jogos levar bastante torcedores ao ginásio, mas será rentável ?

Ginásio do Maracanazinho lotado.

Ginásio do Maracanazinho lotado.

Certamente a empresa tem outros interesses que não são exatamente a receita de bilheteria. Ainda que seja um aluguel caro a Unilever deve ter feito algum estudo para certificar-se de que todo o investimento feito será recompensado pelo aumento na venda de seus produtos.

Este investimento nesta proporção é raro, caso, na opinião deste Laboratório, só comparado ao Banco do Brasil na seleção brasileira e, agora, ao Pinheiros com a SKY trazendo os craques da seleção masculina. Na realidade da grande maioria dos times de vôlei o que é mais realista são parcerias mais modestas, com recursos beeeem mais limitados e para isso não precisa sediar os jogos no Maracanazinho. Agora, respondendo a questão do título de post, quando há grana tudo fica mais fácil, a empresa realizará muitas ações para atrair público. Vamos ver se elas trarão resultado e farão com que o time atinja a difícil missão de manter-se grande e atraente entre os fãs do esporte.