Ao procurar por patrocínio um clube certamente será questionado da visibilidade que este poderá gerar para a marca da empresa patrocinadora, e neste item muitos são os clubes que sucumbem a falta de visibilidade.

O lance é ser visto !

O lance é ser visto !

Não demonstram nenhum dado consistente, nem ao menos um projeto de marketing esportivo onde o potencial cliente possa vislumbrar uma possibilidade de sua marca ser vista por um público alvo. Daí, como vemos com alguma frequência as entidades esportivas choram, brigam por um espaço na TV aberta dizendo que está será a solução para todos os males. Sem dúvida não há questionamentos sobre a penetração da tv aberta, mas diante do cenário acirrado onde o espaço é restrito, é fundamental pensar em alternativas para gerar visibilidade para o clube (leia-se também times, competições, torneios e demais entidades que demandam patrocinadores). Sendo assim faço a seguinte pergunta: Porque não se aventurar na grande rede ?

Inicialmente cito três bons motivos que me fazem crer que vale a pena sim investir em mídia digital, principalmente para os organizações esportivas de pequeno e médio porte:

  1. Baixo custo de veiculação das propagandas e custo relativamente baixo na criação desta;
  2. Mídia de grande alcance;
  3. Interação com os clientes.

Através do Youtube, por exemplo, é possível veicular um vídeo de alguns minutos e com boa qualidade de imagem podendo alcançar qualquer canto do planeta que tenha acesso à banda larga. Logicamente para ter um vídeo de alta qualidade é necessário ter uma câmera de qualidade e valor proporcional. Entretanto, como as empresas buscam visibilidade, o critério mais importante é ser criativo e nem tanto ter qualidade. Há inúmeros vídeos caseiros, gravados em primeira pessoa, com som razoável e sem direção, e muito menos necessidade de edição, que alcançaram um número de acesso na casa das centenas de milhares e alguns até milhões de acessos.

Também através da internet é possível proporcionar à clientes, atletas, fãs e outros a possibilidade de interagir com o clube, atletas etc. Seja através de um blog ou de uma comunidade em sites de relacionamento, só para citar poucos exemplos, é possível criar ações de marketing podendo, inclusive, serem mensuradas através dos registros existente nestes stes (número de acesso, posts, número de pessoas em comunidades, comentários etc.). E vale lembrar dos baixos custos de criação destas ações. Até um adolescente, de dentro do seu quarto, cria blogs, fotologs, comunidades etc. Em plena era digital é inadmissível crer que muitos clubes e times não possuem nem sequer uma página institucional contendo telefones para contato, que dirá um site de relacionamento para atingir seu público alvo.

Para fortalecer meu ponto de vista, seguem alguns casos reais de grandes empresas que tem dado cada vez mais importância a mídia digital, desenvolvendo ações específicas, voltadas para a internet. Afinal de contas, se estas empresas investem em uma mídia acessível como a internet, porque instituições esportivas com muito menos recursos não fazem o mesmo ?

Toyota: Conforme a matéria publicada no site Máquina do Esporte a montadora japonesa decidiu apresentar o carro via Internet, cortando assim custos com a realização da tradicional festa de lançamento. Veja abaixo um vídeo do novo modelo para a temporada 2009.

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YouTube Direkt

Leia na matéria, também do site Máquina do Esporte, que o Vitória da Bahia irá criar um blog corporativo para anunciar as novidades do marketing do clube.

Em destaque a opinião do diretor de marketing do clube: “O custo-benefício dessas novas mídias facilita sua implantação, mas seu mau aproveitamento gera grande comprometimento de imagem. Traduzindo: esse jogo não é para qualquer um”, avisou Ricardo Azevedo.”

Podemos concluir que é viável implementar ações de marketing esportivo através de novas mídias e que, tendo competência, responsabilidade e uma dose de sorte (que nunca faz mal a ninguém) é possível ter bastante sucesso