Esta pergunta nos foi enviada pelo Tiago Guimarães, leitor do Blog e membro da comunidade do Laboratório Esportivo no LinkedIn. (Se você ainda não conhece o LinkedIn está perdendo tempo! Faça logo parte dessa rede que é voltada para o mercado de trabalho).

Do nosso ponto de vista, a demanda por profissionais no segmento esportivo gera a necessidade de capacitação, ou formação, como disse o Tiago em sua pergunta. A partir de agora, com a realização da Copa do Mundo de Futebol e das Olimpíadas, certamente haverá um aumento da demanda por profissionais mais bem preparados na indústria do esporte. Por conseqüência, teremos um maior número de instituições oferecendo cursos nesta área, nos mais diferentes níveis, desde graduação, até MBA e Mestrado.

Olhando para o futuro (um futuro não muito distante) vemos uma grande oportunidade de aumento do interesse pelo esporte, o que provocará uma reação em cadeia, como a ampliação de atletas e de torcedores, o que irá ocasionar uma aumento no número de consumidores esportivos, por conseqüência cada vez mais anunciantes se interessarão pela indústria esportiva, daí surgirão novas empresas na área esportiva, as atuais aumentarão sua produção e por aí vaí, as possibilidades são muitas. Entretanto até os dias atuais talvez não tenhamos tido uma grande demanda por  profissionais na indústria do esporte. Vamos a alguns exemplos.

  • Até os dias de hoje a grande maioria das Confederações e Federações brasileiras são geridas por ex-atletas que têm, sem dúvida alguma, conhecimento da prática do desporto da qual estão responsáveis, mas lhes falta alguma especialização técnica, lhes falta formação para o cargo de gestor.
  • Até bem recentemente imperava no futebol brasileiro a figura do cartola. Aquela figura que administrava os clubes com mão de ferro e que carregava malas de dinheiro para pagamento do bicho (premiação paga aos jogadores a cada vitória) ainda no vestiário.
Olha a quantidade de micareteiros e de camarotes ! É um negócio da indústria do entretenimento

Olha a quantidade de micareteiros e de camarotes ! É um negócio da indústria do entretenimento

Há diversos fatores que explicam esta fase “romântica” no esporte brasileiro, fase em que o amadorismo imperava e que era exercida uma administração na base do amor ao esporte. Não que isso ainda não ocorra, já citamos aqui no blog que esta ainda é uma pratica recorrente, o fato é que o esporte está inserido na indústria do entretenimento e esta, de uns anos para cá tem aumentado o seu índice de profissionalização.

Não precisamos ir longe. Tomamos o Carnaval como exemplo, (para mim não há melhor exemplo) e a proliferação das micaretas, abadás, camarotes etc. E os desfiles das escolas de samba que geram emprego ao longo de todo o ano (no Rio de Janeiro, por exemplo, foi construído inclusive uma Cidade do Samba, onde o carnaval é produzido como se fosse numa  indústria !!!). A proliferação destes mega eventos só é possível com o envolvimento de profissionais capacitados, do contrário, estariam destinados ao fracasso, e não é isso o que vemos. (ainda que você não curta carnaval, não há como negar que o evento cresce a cada ano e que move milhões pelo Brasil a fora, ou seja, é um segmento de muuuuuito sucesso, em muito devido a sua profissionalização)

Concluindo, o Brasil precisa sim de profissionais com formação e precisará cada vez mais daqui para frente, em função das oportunidades que já aparecem, no seguimento esportivo, e que serão ainda maiores nos próximos anos.

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