Gestão e Marketing Esportivo
TRABALHAR DE GRAÇA NÃO COMBINA COM GESTÃO ESPORTIVA PROFISSIONAL
No artigo “A Gestão esportiva no Brasil não precisa de mais profissionais com formação ? ” falamos sobre capacitação dos gestores esportivos, mas a lei brasileira impõe um grande empecilho para que a gestão esportiva se torne mais profissional.
No artigo dissemos, entre outras coisas, que o esporte nacional durante muitos anos foi gerido na base do amor, da paixão por determinado esporte, portanto, sem muito profissionalismo. Na verdade, talvez tenhamos esquecido de citar um ponto crucial para a manutenção deste cenário: As leis no Brasil.
No Brasil, consultando o código civil, as leis também atrapalham a indústria do esporte. Vamos direto ao ponto. Imaginem vocês que o código civil brasileiro diz que “...o Estatuto da associação civil sem fins lucrativos deve dispor que “A entidade não remunera por qualquer forma, os cargos de sua diretoria, conselhos fiscais, deliberativos ou consultivos, e não distribui lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto.” Ou seja, qual o incentivo de um gestor assumir um cargo de presidência, por exemplo, em uma Federação estadual ?
A motivação simplesmente não existe. É por essas e outras que o estereótipo de muitos gestores esportivos é de um ex-esportista, bem de vida e aposentado. Nada contra os aposentados, mas ocorre que a medida que você analisa os casos de gestores de Federações, por exemplo, haverá uma supremacia de ex-atletas que se aposentaram e passaram a dividir as atribuições de um administrador esportivo.
Tendo uma visão ainda mais crítica você poderá questionar que um clube ou uma federação pode pleitear uma outra classificação para a entidade, que não seja a de “Associação Civil sem fins lucrativos”. Ocorre que, sendo constituída como uma empresa, por exemplo, a entidade esportiva certamente irá arcar com despesas muito maiores, além de impostos.
É leitores do Laboratório,.rapadura é doce mas não é mole não. Acabamos de constatar que a profissionalização do esporte nacional requer mudanças não só de cultura, mas também estruturais, desde as suas leis. Afinal de contas, estou para conhecer alguém que não se importe de trabalhar de graça.
| Este artigo foi escrito por Savio Sousa em 21/12/2009 às 7:38, e está arquivado em Gestão Esportiva. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |






