Gestão e Marketing Esportivo
MANCHESTER UNITED NA CONTRA MÃO DAS REDES SOCIAIS.
A discussão é antiga mas o tema sempre volta às manchetes de vários sites por todos os cantos do planeta. Muda o esporte, muda os times envolvidos mas não muda a questão: Jogadores devem ou não ter seu acesso a redes sociais liberados ?
Este tema já foi debatido algumas vezes aqui no Laboratório Esportivo. No tópico “Twitter na NBA tá proibido!” demonstramos que a galera da Associação Norte-Americana de Basquete (NBA) já tinha esta intenção de restringir o acesso às redes sociais e que Shaquille O´Neal era um dos principais “culpados” por esta decisão. Falamos ainda da dificuldade de impedir o uso das redes a medida que elas são móveis, podendo ser acessadas por um celular em qualquer canto. Ou seja, tratava-se de uma proibição de difícil execução e que, principalmente, do ponto de vista do Laboratório Esportivo, tratava-se de uma questão comercial, já que colocar os atletas em contato direto com os seus fãs, sem nenhum ganho comercial para a Liga, seria um tiro no próprio pé.
Desta vez a equipe envolvida é o Manchester United. Na manhã desta quinta-feira o site Sportbusiness publicou uma nota com o título “Nenhum jogador do Manchester United em redes sociais“. Na nota o site informa que, através de um porta-voz, o clube inglês não pediu para que seus atletas parassem de fazer uso de redes sociais como twitter, Facebook, entre outros, mas que tivessem cuidado com estas ferramentas. Acredita-se que ao menos três jogadores tenham uma conta original no Twitter (Wayne Rooney, Ryan Giggs e Darren Fletcher). No ano passado o jogador Darren Bent do Sunderland teve problemas após usar o twitter para fazer comentários sobre uma negociação com o seu antigo clube, o Tottenham.
Para nós do Laboratório Esportivo trata-se de um caminho sem volta. Os clubes não devem impedir seus atletas da exposição online. Fora da vida profissional eles podem expor seus pensamentos e ter um momento de lazer através das redes sociais. A melhor opção que os times tem – independente do esporte – é criar um ambiente online único e fazer com que seus atletas juntem-se a este ambiente (Vide o caso do Phoenix Suns que criou o seu próprio “mundo” online). A paixão dos torcedores é primeiro pelo clube e depois pelo atleta. O clube atrairá muito mais visibilidade do que um único atleta isoladamente. Agora, vários atletas que sejam atuantes na rede podem ofuscar a imagem do clube e trazer conseqüências relevantes.
É claro que ocorre também a questão do bom senso, ou seja, você sairia por aí publicando na internet o que acontece ou deixa de acontecer no seu ambiente de trabalho ? Quais estratégias a empresa onde você trabalha tem adotado ? Que seu chefe está com a cabeça a premio ? Os atletas deveriam pensar um pouco nisso também, mas aí já é uma outra discussão.
| Este artigo foi escrito por Savio Sousa em 21/01/2010 às 8:58, e está arquivado em Mídias Sociais. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |







