Gestão e Marketing Esportivo
PROFISSIONAIS DEDICADOS AO CLUBE E REMUNERADOS. ESSE É O CAMINHO.
Na última semana o Internacional de Porto Alegre deu mais uma demonstração de que é um clube a ser tomado como exemplo no que diz respeito a gestão desportiva. O clube trabalhará com profissionais de fato, ao invés de “colaboradores”.
Em tópicos anteriores tivemos a oportunidade de comentar a respeito da falta de profissionalização nos diferentes seguimentos esportivos no Brasil. Citamos, inclusive, as razões para que este cenário fosse uma prática recorrente no Brasil. Esclarecemos aos nossos leitores que o código civil brasileiro não é favorável a adoção de uma gestão profissional em nossas organizações desportivas, já que ele informa que uma associação civil sem fins lucrativos “ não remunera por qualquer forma, os cargos de sua diretoria, conselhos fiscais, deliberativos ou consultivos, e não distribui lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto.”. Este assunto foi debatido no post “Trabalhar de graça não combina com gestão esportiva profissional“.
O Internacional de Porto Alegre anunciou que a partir de 2013 deverá contar com profissionais dedicados exclusivamente ao clube e, principalmente, que estes serão remunerados pelos serviços prestados. Com isso o clube acredita que poderá quadruplicar suas receitas em pouco tempo, segundo Pedro Affatato, vice presidente de finanças do clube. Informações obtidas no site “Máquina do Esporte“.
Realmente fica difícil de crer que um profissional que não será remunerado pelo trabalho desempenhado irá se dedicar a obter resultados desafiadores no que faz. O que é feito de maneira “colaborativa”, como é o trabalho de dirigentes desportivos não remunerados, dificilmente irá gerar valor considerável, a medida que não trás maiores benefícios ao dirigente, a não ser pela satisfação pessoal ou por amor ao clube, e isto é o que ocorre na grande maioria dos casos. Isso explica a existência de dirigentes que muitas vezes deixam a paixão de lado, como no caso do Palmeiras, para ficar só nos casos mais recentes.
O Inter-RS já foi assunto deste blog algumas vezes e, ao desenvolver iniciativas como esta, certamente voltará a ser assunto de nossos comentários, para o bem dos gestores esportivos do futuro, não só do futebol, mas de todos os esportes praticados pelo Brasil a fora.
| Este artigo foi escrito por Savio Sousa em 18/01/2010 às 6:45, e está arquivado em Gestão Esportiva. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |






