O futebol europeu, assim como sua economia, está em uma situação financeira delicada. Entretanto, executivos de grandes clubes citaram a cooperação como uma forma de entrar em uma nova era de maior preocupação com questões financeiras.

Falando no fórum europeu Soccerex, em Manchester, Jose Maria Cruz Andres, vice-presidente do Sevilla, disse que é hora dos clubes europeus tomarem ações urgentes.

Segundo ele: “O futebol é um negócio estranho onde jogadores e agentes ganham todo dia e os clubes perdem toda hora.” e continua… “O problema é que estamos gastando mais com jogadores do que ganhamos. Na segunda divisão espanhola os clubes estão gastando com jogadores 150% das suas receitas e isso não é sustentável.” Ele conclui dizendo: ” Nós não precisamos de mais regulamentações. Não somos um banco ou uma empresa de seguros. Precisamos achar a medida certa entre receitas e despesas”.

Ivan Gazidis, CEO do Arsenal, disse que há uma opinião crescente, entre os clubes europeus, sobre o objetivo básico de prudência financeira. Gazidis disse que o futebol europeu  precisa construir um espirito de parceria entre os gestores dos clubes, similar ao que ocorre na Major League Soccer, onde os gestores são muito mais colaborativos fora do campo. O resultado de tamanha colaboração poderia ser uma maior atratividade de pessoas (investidores) sensiveis.

Com exceção da última parte, que na opinião do Laboratório é bem utópico – acreditar que haverá pessoas mais sensíveis no meio esportivo – concordamos com todos os outros pontos de vista.

É aquela velha história de não gastar mais do que recebe. É o que muitos sugerem inclusive no orçamento doméstico, ou seja, é o que devemos implementar no nosso dia a dia, em nossa rotina pessoal. Logo, o mesmo deve ser aplicado na gestão esportiva. Deve-se adotar maior prudência nos gastos. Não extrapolar nas despesas, caso você tenha restrições orçamentárias, em função da baixa geração de caixa. Além disso, há a questão da cooperação. Juntos os clubes poderão discutir maneiras de melhor controlar seus gastos. Podem inclusive propor às Federações ou às Confederações mecanismos que diminuam a interferência dos empresários.

Enfim, nada é tão bom que não pode ser melhorado ! Deve haver maneiras viáveis dos clubes controlarem melhor os seus gastos. Não vamos aqui focar na busca por soluções. Não vamos ficar especulando. Até porque, se tivéssemos a solução para estes males, seriamos consultores endinheirados !!! Duas ou mais cabeças pensando juntas aumentam as chances de encontrar uma solução satisfatória – conforme já exemplificamos no post: “Duas ou Mais Cabeças Pensam Melhor que Uma“.. O mais importante aqui é atentar para a necessidade de maior controle nos gastos e perceber que ela é vital para a longevidade das instituições esportivas, independente do esporte.