Gestão e Marketing Esportivo
RIO 2016. CIDADE OLÍMPICA QUE NÃO TEM ESPORTES OLÍMPICOS
Hoje o Rio de Janeiro ainda é uma cidade despreparada, do ponto de vista esportivo, para absorver o legado da olimpíada. Não há competições esportivas fortes o suficiente para atrair um publico que sustente a utilização das futuras instalações esportivas. A nossa sorte é que ainda restam 6 anos para que se implemente uma gestão esportiva com foco no longo prazo e que esta ausência seja sanada. Vejamos alguns exemplos:
No Basquete o estado do Rio possui apenas o Flamengo, como representante na NBB, principal campeonato da modalidade no país. Na última temporada a equipe rubro-negra tornou-se campeã, levando até 8.500 pagantes no último jogo disputado na Arena HSBC. Entretanto, ao longo da competição o clube, considerado como sendo de maior torcida do país, teve uma média de público de, aproximadamente, 1.200 torcedores, nos jogos em casa (Fonte: http://www.flabasquete.com/). Apenas para registro o Flamengo mandou os seus jogos em dois locais diferentes, além do HSBC Arena, jogou no Tijuca Tênis Clube e no Maracanãzinho. Logicamente que com números tão modestos o clube não conseguiu ter lucro referente a bilheteria.
Na Superliga de vôlei o estado está “melhor” representado. Unilever e Macaé Sports jogam no feminino e Volta Redonda representa o Rio no masculino. Entretanto, a unica equipe da capital, comandada pelo Bernardinho, realmente briga por título. As outras duas são do interior do estado e fazem um trabalho que precisa de maior investimento e profissionalismo. Outro ponto importante é que a equipe da Unilever tentou mandar alguns jogos no Maracanãzinho, mas as partidas não apresentaram um bom público, causando o retorno desta para o modesto ginásio do Tijuca Tênis Clube.
Fica a clara evidência de que os esportes olímpicos no Rio de Janeiro não são fortes o suficiente para fazer valer a utilização de um Maracanãzinho ou uma Arena HSBC, ou Arena Multiuso, dois legados dos jogos pan-americanos e que são sub-utilizados. As federações e as equipes locais precisam começar agora a fazer um planejamento estratégico a longo prazo, visando fomentar equipes fortes e, por consequência, proporcionando competições locais mais atrativas, para que, por fim, o público demonstre interesse em acompanhar os jogos, gerando retorno para as instalações esportivas que a cidade terá como legado, após a realização dos jogos olímpicos de 2016.
| Este artigo foi escrito por Savio Sousa em 15/03/2010 às 6:02, e está arquivado em Gestão Esportiva. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |







há 1 ano atrás
É uma verdade que, apesar de ser negativa, trará soluções no futuro. O mesmo problema se repete em Minas Gerais, apesar de BH não ser a cidade sede, o esporte olímpico por aqui fica concetrado em apenas um clube, Minas Tênis Clube (MTC). As cidades do interior estão crescendo mas nada se compara a grandeza do MTC.
O que é necessário agora é desenvolver políticas que fomentem a criação de novas equipes e um alicerce para mantê-las, atraindo empresas dispostas a investir no esporte, e o público.
há 1 ano atrás
Concordamos em gênero, número e grau Saulo.
Aliás, queremos fazer do Laboratório um espaço para debater, pesquisar, desenvolver e testar iniciativas neste sentido. Por exemplo, através da Liga Rio Vôlei, parceira do Labe, estamos pesquisando e testando formas sustentáveis de desenvolver o esporte.