Neste último fim de semana o Jornal Valor Econômico trouxe em seu caderno Eu & Fim de Semana, a reportagem “Futebol de Resultados”. Indicamos aos nossos leitores a leitura dessa matéria que, em linhas gerais, demonstra como a gestão no futebol brasileiro tem demonstrado maior profissionalismo, embora ainda timidamente

Para ilustrar este avanço no esporte número 1 no Brasil, a matéria traz alguns números. Por exemplo: Em 2004, os 21 clubes com maior receitas no país faturaram R$ 838 milhões; em 2008, a receita havia praticamente dobrado, chegando a R$ 1,418 bilhão, de acordo com números da Casual Auditores Independentes. O estudo feito pela empresa demonstra também que de 2007 a 2008 as receitas dos clubes apresentaram maior descentralização. Em 2007, as maiores receitas seguiam a ordem: 34% transferências de jogadores, 22% cotas de tv e 14% outras receitas. Em 2008 o cenário ficou mais equilibrado: 28% com transferências de jogadores, 24% cotas de tv e 13% social e amador. Pode-se concluir também um maior foco na alavancagem no número de associados.

Neste item a matéria ressalta o caso do Internacional de Porto Alegre. O colorado desenvolveu uma campanha comemorativa do centenário, que visava conseguir 100 mil sócios no ano de 2009, não só foi um sucesso como superou a expectativa: a marca foi atingida um ano antes. Um outro bom sinal destacado pela matéria é a demanda por capacitação dos gestores esportivos. Um curso master de gestão esportiva promovido pela Federação Paulista de Futebol está sendo ministrado para um publico de 60 pessoas, apesar de ter sido projetado para abrigar 45 alunos.

Apesar de tudo isso, não tem só notícia boa ! A matéria relata o caso de sucesso dos sócios do Gremio Prudente, antigo Gremio Barueri, equipe sensação do Brasileirão de 2009. Como nem tudo são flores no futebol brasileiro – longe disso – um dirigente do clube cita a “máfia chamada Clube dos 13″, que cuida da intermediação das cotas de televisão e que, por representar os maiores clubes do país, relega os novatos, prejudicando o trabalho no aspecto financeiro.

O futebol brasileiro precisa implementar uma gestão profissional. O problema é que quando misturamos profissionalismo e paixão, as coisas se complicam, mais do que deveriam. Os dirigentes dos clubes brasileiros precisam ser profissionais remunerados e não torcedores disfarçados de cartolas.

Vale muito a pena dar um confere na matéria.