É verdade, a busca por patrocínio de fato não é uma tarefa fácil. Vários já foram os exemplos citados aqui no Laboratório Esportivo de casos de equipes que ficaram sem patrocinadores. Como o caso do vôlei, no post abaixo.

Mas esta busca pode se tornar um pouco menos complicada se houver objetividade e certo conhecimento de mercado da parte do gestor esportivo que corre atrás de um patrocinador para o seu evento, sua equipe etc. Na opinião deste modesto blogueiro há duas alternativas importantes que se configuram em boas oportunidades para ter êxito nesta empreitada por um patrocinador: Sua rede de relacionamento (o famoso networking) e o atendimento a um nicho bem segmentado. Vamos a alguns exemplos para facilitar a compreensão desta nossa tese.

Nesta última semana foi divulgado que o Botafogo de Futebol e Regatas irá lançar seu novo uniforme no barco Pink Fleet, de propriedade do bilionário Eike Batista. Este fato reforça os rumores (rumores alimentados principalmente entre os torcedores alvinegros) de que Eike, que além de ter dinheiro sobrando é botafoguense, irá de alguma forma “ajudar” o clube alvinegro. Ou seja, uma boa rede de relacionamento, ser influente ajuda na hora de conseguir patrocínio. Quer um outro exemplo: O Bruno Senna na Fórmula 1 e outros muitos pilotos que chegam na primeira divisão do automobilismo mundial sem ter tanta experiência, mas que por ter nome e ter uma boa rede de relacionamento (nestes casos citados são redes de relacionamento profissionais, entre outras palavras, é basicamente a atividade exercida por empresários, assessores, procuradores, entre outros profissionais focados em ampliar esta rede de contatos dos atletas).

Shimano

Agora um exemplo do atendimento a um nicho bem segmentado. Como bem noticiou o site Máquina do Esporte a Shimano, empresa japonesa fabricante de peças para ciclismo irá patrocinar o maior evento do mundo de triatlon, o Ironman. Fica mais fácil obter um patrocínio como este a medida que os atletas que disputam o Ironman necessitam pedalar aproximadamente 180 quilômetros durante o percurso de bike. Ou seja, é exatamente o público atendido pela empresa japonesa, portanto, nada melhor do que manter contato direto com seu público alvo.

Portanto caríssimos leitores, sabemos que a tarefa sempre será difícil mas é bom estar atento a estas duas questões: manter sempre uma grande e eficiente rede de relacionamentos e procurar captar as necessidades e demandas dos seus atletas para que você possa buscar no mercado empresa que tenham interesse direto neste público.