O Vôlei masculino no país começou a viver uma nova realidade profissional. A temporada 2010/2011 deverá consolidar o ano em que clubes e atletas serão mais estáveis em termos de duração de contratos.

Até pouco tempo atrás, os times de primeiro escalçao do país, renovavam ano a ano os acordos com seus atletas. Agora, a tendência é a da contratação de jogadores por dois ou três anos. Por exemplo, O técnico do Sesi/SP, Giovane Gavio revelou que a equipe fechou contrato até 2013 com Murilo, Sidão, Tiago Barth, Sandro e Escadinha. O Pinheiros/Sky contratou Giba, Gustavo, Rodrigão e Marcelinho com vinculo até 2012. De acordo com os dirigentes ouvidos pela reportagem do Lance! a mudança na gestão dos elencos foi possível pois os patrocinadores estão dando garantias da continuidade.

Há diferentes razões que contribuirão para o desenvolvimento do vôlei. Um calendário de competições bem organizado, jogos sendo transmitidos – embora em sua grande maioria na tv fechada, alto nível de competitividade na Superliga, divulgação da mídia e aumento dos fãs de vôlei. Sem falar que estamos na eminência da realização dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres (período em que o vôlei nacional ocupa lugar de destaque na mídia), além de, 4 anos após Londres, sermos a sede dos próximos jogos olímpicos em 2016.

Todos estes são, sem dúvida alguma fatores que colaboraram para o avanço do vôlei no Brasil. Entretanto, certamente a profissionalização do vôlei nacional contribuiu bastante para que o esporte chegasse a este estágio. Equipes bem estruturadas, com gestores competentes, zelando pelo atleta e pela responsabilidade com os gastos. Investimento de longo prazo, como os projetos da Unilever, Cimed, Sada e, mais recentemente a equipe do Sesi. Assessoria de imprensa para ampliar a imagem das equipes. Enfim, inúmeros fatores que levaram inclusive, muitos atletas que atuavam no exterior a voltar para o Brasil.

Que o vôlei continue neste trabalho de desenvolvimento contínuo e que a gestão de outros esportes sigam este excelente exemplo.