Sabemos que ainda estamos muito aquém do profissionalismo no que diz respeito a Gestão Esportiva e ao Marketing Esportivo no Brasil. É por isso, inclusive que o Laboratório Esportivo existe. Aproveitamos a necessidade da busca pela profissionalização no desporto brasileiro e abrimos espaço para o debate entre profissionais e não profissionais da área do esporte. Por estas e outras que este blog fala tanto para os gestores esportivos atuantes em grandes organizações esportivas quanto para os empreendedores do esporte que ainda atuam em escala reduzida, de forma mais amadora mas não menos importante.

E por falar nisso, vamos deixar claro que independente do seu status profissional entendemos que a troca de experiências é fundamental para o crescimento e, logicamente, que a gestão esportiva não poderia ficar de fora. Neste sentido Brasil e Reino Unido estão avançando na busca pela troca de conhecimentos esportivos para que ambos tenham criem condições de organizar da melhor forma possível os futuros mega eventos esportivos que acontecerão em seus países (Olimpíadas de Londres em 2012 e no Rio de Janeiro em 2016, Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014 e a candidatura do Reino Unido pela Copa de 2018).

Muitos serão os temas que podem ser debatido, construção dos equipamentos esportivos (estádios, ginásios etc.), financiamento, legado olímpico, transportes de massa (uma das principais fraquezas do Rio de Janeiro), desenvolvimento do desporto de alto rendimento, segurança em mega eventos esportivs, etc. Apesar das multiplas possibilidades os organizadores desta parceria irão focar inicialmente na questão do turismo.

Além do exemplo acima o site Máquina do Esporte divulgou recentemente que a instituição de ensino Trevisan, que possui um curso de MBA em Marketing Esportivo, fará uma parceria com a Universidade de Parma. O objetivo principal é promover o desenvolvimento dos alunos de ambas as instituições através da produção de variado conteúdo acadêmico, sempre relacionado a gestão esportiva.

Já tocamos no assunto troca de conhecimento outras vezes, como no post: “Duas ou mais cabeças pensam melhor que uma“. Em se tratando de uma era em que as redes de relacionamento e as novas formas de comunicação via internet possibilitam ampliar cada vez mais suas fontes de informação, não podemos nos dar ao luxo de ficar isolados, sem contato com outros players da indústria do esporte.

Inclusive há um ótimo livro que fala sobre as redes colaborativas que ajudam a ampliar as possibilidades de inovação. O título do livro ? “Nós somos mais inteligentes do que Eu.” Ele traz exemplos bem atuais de empresas que investem neste formato e que dão certo. Há exemplos também do que não fazer, ou seja, casos de empresas que partiram para esta opção mas não souberam tirar proveito do conceito de rede colaborativa.