… por volta de 2006 recebi um convite do professor de marketing da Universidade Federal Fluminense, Eduardo Vilela, para apresentar a minha monografia no programa de Rádio Vôlei Brasil.

Ele falou: “Participo de um programa de rádio que fala apenas de vôlei e é apresentado pelo Fernandão, lembra do Fernandão ?” … Sinceridade, não lembrava muito, afinal em 1984, ano em que Fernandão e seus companheiros da Seleção Masculina de Vôlei, conhecida até hoje como a Geração de Prata, faturou a medalha de prata (óbviamente) nas olímpiadas de Los Angeles. Enfim, fui com um misto de prazer e ansiedade falar sobre a minha monografia ao vivo, no programa. Até que fui bem, gaguejei pouco e tinha bom conteúdo (hoje com a internet, só não tem conteúdo quem tem preguiça de navegar na web).

Fim de programa! Ufa ! Uma ótima experiência, mas eu precisava continuar. Não só continuar no programa de rádio, mas continuar perto destes caras. Eles poderiam me dar muitos contatos, sem falar na troca de experiência. Foi aí que eu decidi fazer uma proposta. Perguntei: “Vocês tem alguém para cobrir o campeonato carioca de vôlei ? Um olhou para a cara do outro … Acho que eles pensaram: “Da onde ele tirou esse tal de campeonato carioca de vôlei ?”. Apesar da incerteza eles me deram sinal verde. Mas ainda não tinham ouvido a minha condição, o meu pagamento. Ok, mas eu quero virar integrante do programa. O Fernandão e o professor Eduardo Vilela resolveram aceitar a minha proposta.

De lá p´ra cá já se passaram 5 anos e o Programa Vôlei Brasil continua no ar. Através do Fernandão e sua rede de contatos, já pude conversar/entrevistar, Bernardinho, Zé Roberto Guimarães, Ary Graça, o ex-ministro dos esportes Agnelo Queiroz, Gerentes e Superintendentes de Marketing de empresas como SHV (dententora da marca Supergásbras), Penalty etc. Com o professor Eduardo Vilela pude aprender muito sobre a indústria do marketing e conceitos de marketing e gestão esportiva.

Ainda por meio do programa tive a oportunidade de conhecer em 2009 um cara que organizava a Liga Rio de Vôlei. Uma competição independente, para equipes amadoras do Rio de Janeiro e não federadas. Procurei conhecer melhor, visitei as competições e encontrei nela características que não havia encontrado nas competições promovidas pela Federação carioca. Daí lembrei de um conceito do Professor Eduardo: “No Brasil não há capilaridade no esporte. A organização é dividida entre Confederações, Federações e…. mais nada. Não há entidades que administram o esporte em cidades ou municípios.” BINGO !

Estava montado o quebra-cabeça. A criação da Interação Esportiva Eventos era uma consequencia natural e óbvia. Foi então que resolvi empreender. Juntei-me ao Rodrigo – o cara que organizava a Liga Rio Vôlei – e constituímos a Interação Esportiva.