Essa semana alguns sites de noticias publicaram matérias sobre a oferta recebida por Kevin Garnett, do Boston Celtics, para comprar ações do clube italiano Roma. De acordo com o jornal “Boston Globe”, o americano recebeu uma oferta de um grupo empresarial para comprar ações do clube de futebol italiano, e o negócio, que terá que ser aprovado pela NBA, deverá ser confirmado nas próximas semanas.

Garnett diz ter resolvido entrar no negócio por ter uma paixão secreta pelo futebol. Além disso, o americano é amigo do atacante Drogba, do Chelsea, e costuma praticar o esporte para se exercitar durante a pré-temporada.

Caso o acordo seja confirmado, Garnett se tornará o segundo astro do NBA a ser acionista de um grande clube de futebol europeu. Lebron James, astro do Miami Heat e Torcedor do Liverpool, é acionista minoritário dos Reds. 

É sabido pela população mundial que o “soccer” está longe de ser um dos esportes preferidos nos EUA. Muito pelo contrário, já por muitos anos o povo americano (conscientemente ou não) vem mostrando resistência em dar espaço a liga de futebol profissional dos EUA.

Por isso, acho muito curioso o interesse desses jogadores de basquete no futebol europeu. Em um segundo momento, analisando mais com um espírito de “teoria da conspiração do marketing esportivo”, até que ponto essas compras significam um investimento em marketing esportivo e de imagem, mais doque na valorização das ações em si?

Caso a minha teoria esteja correta acho muito interessante o movimento. Os dois lados podem lucrar de diferentes formas.

Será que os torcedores do Roma não terão agora uma simpatia maior pelo Boston? Não irão querer conhecer melhor um dos donos do seu time favorito?

Por outro lado, será que o fato dos  melhores atletas do esporte favorito dos americanos estarem investindo em futebol, não abriria a guarda dos americanos para esse esporte? Tanto dentro como fora de seu país?

Oque vocês acham? Estou indo longe de mais na minha “teoria da conspiração do marketing esportivo”?