sábado, 31 de julho de 2010

Arquivos do mês » setembro, 2009

NIKE “FALA” COM A MOLECADA ATRAVÉS DE NEYMAR

Mais uma da Nike. Lembra do sucesso que foi o vídeo do Ronaldinho Gaúcho, no auge da carreira do craque quando ainda atuava no Barcelona, demonstrando sua grande habilidade para “acertar” a bola no travessão seguidas vezes ? Então, agora é a vez da marca explorar a velocidade da promessa de craque Neymar, do Santos, para vender as chuteiras Mercúrio. No vídeo, que já foi visto mais de 400 mil vezes no Youtube o atacante que está dando os seus primeiros passos no time profissional, cruza e faz o gol. Dúvida ? Então veja o vídeo:

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Nas entrelinhas, como coadjuvante, estão a Nike e a sua chuteira Mercúrio. Percebam que o vídeo acaba e começa com destaques para a chuteira. Primeiro o atleta calça as chuteiras e vai experimentando os primeiros passos. 45 segundos depois a propagando é encerrada com o nome e mais uma vez o destaque para a chuteira. A empresa do smooth arrebenta no marketing viral. Ressalto algumas características que prevalecem em seus vídeos e que os fazem cair no gosto dos internautas: Boa qualidade de imagem e áudio, Criatividade no conteúdo (incluindo o uso de efeitos especiais), Curta duração (facilitando o carregamento do vídeo, fazendo com que ele seja visto mais vezes).


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MARKETING ESPORTIVO VOLTADO PARA ENTENDER O CLIENTE.

Taí um bom livro de sobre Marketing Esportivo. Recomendamos sua leitura.

Taí um bom livro sobre Marketing Esportivo. Recomendamos sua leitura.

No livro Marketing Esportivo, William Sutton, Bernard Mullin e Stephen Hardy, citam que há duas vertentes do marketing esportivo. O marketing através do esporte e o marketing das instituições esportivas. O primeiro desenvolve ações de marketing utilizando-se do esporte como meio de comunicação. O segundo é o marketing e todas as suas etapas (desde o planejamento estratégico, até o feedback das ações de marketing) sendo executado por uma entidade esportiva.

Pois bem, no sentido de perceber a importância do marketing esportivo nas instituições “amadoras” irei citar um dos conceitos de marketing proposto por Philip Kotler, em seu livro Administração de Marketing para, em seguida, propor um questionamento. Segundo Kotler, “O objetivo do marketing é conhecer e entender o cliente tão bem que o produto ou o serviço seja adequado a ele e se venda sozinho.” Tendo em vista esta citação de um dos grandes mestres do marketing, pergunto: As instituições esportivas conhecem seus clientes e entregam o serviço ou o produto adequado ?

Pelo que tenho acompanhado são poucas as instituições (federação, clubes e ligas) que realizam uma gestão esportiva com foco neste tipo de planejamento. É de fundamental importância a compreensão das necessidades e desejos dos clientes para saber o que estes demandam. A obtenção deste tipo de informação auxilia, por exemplo, na busca por meios de geração de receita. Imagine que ao analisar as necessidades dos seus clientes você identifica que estes se interessam bastante em viajar para assistir aos jogos da Superliga de Vôlei, no ginásio. A partir desta constatação você pode propor uma parceria com agências de viagem incluindo os jogos da Superliga em seus pacotes

Está lançada a questão. Neste blog não tenho o objetivo de ser o dono da verdade, pois acredito que o levantamento de questionamentos passa a ser mais construtivo, pois permite o debate e onde muitas cabeças pensam juntas a tendência é de que haja uma solução melhor. Sempre que achar pertinente incluirei o meu ponto de vista, para auxiliar na discursão.


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UM PLANEJAMENTO DE MARKETING ESPORTIVO SEM MÍDIAS DIGITAIS PARECE COISA DO PASSADO.

Ao procurar por patrocínio um clube certamente será questionado da visibilidade que este poderá gerar para a marca da empresa patrocinadora, e neste item muitos são os clubes que sucumbem a falta de visibilidade.

O lance é ser visto !

O lance é ser visto !

Não demonstram nenhum dado consistente, nem ao menos um projeto de marketing esportivo onde o potencial cliente possa vislumbrar uma possibilidade de sua marca ser vista por um público alvo. Daí, como vemos com alguma frequência as entidades esportivas choram, brigam por um espaço na TV aberta dizendo que está será a solução para todos os males. Sem dúvida não há questionamentos sobre a penetração da tv aberta, mas diante do cenário acirrado onde o espaço é restrito, é fundamental pensar em alternativas para gerar visibilidade para o clube (leia-se também times, competições, torneios e demais entidades que demandam patrocinadores). Sendo assim faço a seguinte pergunta: Porque não se aventurar na grande rede ?

Inicialmente cito três bons motivos que me fazem crer que vale a pena sim investir em mídia digital, principalmente para os organizações esportivas de pequeno e médio porte:

  1. Baixo custo de veiculação das propagandas e custo relativamente baixo na criação desta;
  2. Mídia de grande alcance;
  3. Interação com os clientes.

Através do Youtube, por exemplo, é possível veicular um vídeo de alguns minutos e com boa qualidade de imagem podendo alcançar qualquer canto do planeta que tenha acesso à banda larga. Logicamente para ter um vídeo de alta qualidade é necessário ter uma câmera de qualidade e valor proporcional. Entretanto, como as empresas buscam visibilidade, o critério mais importante é ser criativo e nem tanto ter qualidade. Há inúmeros vídeos caseiros, gravados em primeira pessoa, com som razoável e sem direção, e muito menos necessidade de edição, que alcançaram um número de acesso na casa das centenas de milhares e alguns até milhões de acessos.

Também através da internet é possível proporcionar à clientes, atletas, fãs e outros a possibilidade de interagir com o clube, atletas etc. Seja através de um blog ou de uma comunidade em sites de relacionamento, só para citar poucos exemplos, é possível criar ações de marketing podendo, inclusive, serem mensuradas através dos registros existente nestes stes (número de acesso, posts, número de pessoas em comunidades, comentários etc.). E vale lembrar dos baixos custos de criação destas ações. Até um adolescente, de dentro do seu quarto, cria blogs, fotologs, comunidades etc. Em plena era digital é inadmissível crer que muitos clubes e times não possuem nem sequer uma página institucional contendo telefones para contato, que dirá um site de relacionamento para atingir seu público alvo.

Para fortalecer meu ponto de vista, seguem alguns casos reais de grandes empresas que tem dado cada vez mais importância a mídia digital, desenvolvendo ações específicas, voltadas para a internet. Afinal de contas, se estas empresas investem em uma mídia acessível como a internet, porque instituições esportivas com muito menos recursos não fazem o mesmo ?

Toyota: Conforme a matéria publicada no site Máquina do Esporte a montadora japonesa decidiu apresentar o carro via Internet, cortando assim custos com a realização da tradicional festa de lançamento. Veja abaixo um vídeo do novo modelo para a temporada 2009.

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Leia na matéria, também do site Máquina do Esporte, que o Vitória da Bahia irá criar um blog corporativo para anunciar as novidades do marketing do clube.

Em destaque a opinião do diretor de marketing do clube: “O custo-benefício dessas novas mídias facilita sua implantação, mas seu mau aproveitamento gera grande comprometimento de imagem. Traduzindo: esse jogo não é para qualquer um”, avisou Ricardo Azevedo.”

Podemos concluir que é viável implementar ações de marketing esportivo através de novas mídias e que, tendo competência, responsabilidade e uma dose de sorte (que nunca faz mal a ninguém) é possível ter bastante sucesso


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ESCOLHA DA CIDADE SEDE DOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016. PALPITE DO LABE.

Rio de Janeiro, Chigado, Madri ou Tóquio.

Vejamos:

Será que teriamos a terceira olimpiada consecutiva lá pelos lados do continente asiático e oceania (Sidnei e Pequim) ? Longe do grande centro Europeu e dos altíssimos índices de audiência norte-americanos ??? Pouco provável né !

Madri está passando por um momento de recuperação lento após a crise econômica. A Espanha possui um dos maiores índices de desemprego da Europa. Na opinião do Laboratório Esportivo será a zebra.

Chicago também passa por um momento complicado de recuperação econômica. Dizem por aí que o presidente Barack Obama poderá fazer alguma diferença do ponto de vista político. A verdade é que as emissoras de TV que mais dão lucro ao Comitê Olímpico Internacional são as norte-americanas NBC e FOX, que tem um histórico de brigas acirradíssimas pelos direitos de transmissão do maior evento esportivo do mundo.

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Rio de Janeiro, este é o provável vencedor do nosso ponto de vista. Seria a primeira olimpiada a ser realizada na América do Sul. Seria ainda um carimbo de que também no âmbito esportivo o Brasil está fortalecido. Economicamente saímos vitoriosos da crise econômica. Politicamente, apesar dos últimos fatos lamentáveis ocorridos em Honduras, mais precisamente na embaixada brasileira, estamos cumprindo um papel de importância respeitável. Temos sido ouvidos pelos países mais ricos e quer queiram, quer não, mesmo que desagradem a muitos o Presidente Lula exerce um carisma notável. Pesa contra o Rio o fato de já ter a Copa de 2014 e de ter ainda um gravíssimo histórico de violência, corrupção e falta de infra-estrutura. Entretanto, acreditamos que a Cidade maravilhosa representa a maior possibilidade de mudança de ares para o COI.


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VAMOS COM CALMA. O RIO NÃO ESTÁ PRONTO PARA 2016.

Uma notinha bem rápida.

Carlos Arthur Nuzman apresenta o projeto rio 2016

Carlos Arthur Nuzman apresenta o projeto rio 2016

De cara quero deixar claro que o Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, senhor Carlos Arthur Nuzman, tem nossa maior admiração, desde os tempos de CBV, onde fez um trabalho exemplar, os fatos não nos deixam argumentar o contrário, são anos de conquista do vôlei brasileiro.

Vale ressaltar também que ele esteve a frente em todas as tentativas brasileiras para sediar os jogos olímpicos e o mesmo ocorreu na busca bem sucedida pelos Jogos Pan-Americanos de 2007. Entretanto, presidente, temos que discordar do senhor ao afirmar – segundo informado no site Máquina do Esporte – que o Rio de Janeiro está pronto. NÃO, O RIO DE JANEIRO NÃO ESTÁ PRONTO, longe disso, diga-se de passagem. Pois vejam vocês alguns exemplos:

A extensão da linha 3 do metrô é uma promessa antiga, desde os tempos de quando fomos anunciados como sede dos jogos pan-americanos. Transporte de massa na capital fluminense não atende as necessidades de um mega evento como este. Locais de jogo como a Barra da Tijuca não contam com metrô. São poucas as linhas de ônibus. Não há um meio eficiente que desafogue o fluxo que chegaria através do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Considerar que todos sairiam de carro ou ônibus é um pouco demais. Além disso a questão da violência ainda é crítica. Os indices de assassinatos continuam altos e as favelas não param de crescer.

Do ponto de vista dos aparelhos esportivos também falta resolver algumas coisas. O maracanã não está pronto nem para a copa do mundo, prova disso é que ficará fechado a partir do ano que vem, para mais uma mega obra. Mais uma porque ele mesmo já foi alvo de uma remodelação para o Pan de 2007.


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CBV NA ONDA DA WEB 2.0

Não temos por que puxar o saco de ninguém, aqui ninguem paga a nossa conta, não temos o rabo preso e também não vamos nos candidatar a nenhum cargo público no próximo ano, mas temos que dar os parabéns por mais uma tacada de mestre da Confederação Brasileira de Vôlei, um ace !!!

Site do Volei Brasil.org. Muita Interatividade com os fãs.

Site do Volei Brasil.org. Muita Interatividade com os fãs.

A CBV deu um grande passo rumo a interatividade junto aos fãs do vôlei. Afinal de contas, não dá para imaginar um planejamento de marketing esportivo sem nenhuma ação que envolva a internet. Agora quem navega na internet e torce pelos ídolos do esporte nacional que mais cresce em número de torcedores já tem um endereço de primeira qualidade. O site Vôlei Brasil.org.br é um dos exemplos mais atraentes do esporte brasileiro. O endereço que entrou no ar há poucos meses oferece a oportunidade dos fãs posterem fotos e vídeos com os seus ídolos, tem uma enorme quantidade de vídeos, fotos e entrevistas com os craques da Seleções do Bernardinho e do Zé Roberto Guimarães. No site o fã poderá ler notícias postadas no blog do próprio atleta. Caso você já seja cadastrado você pode mandar uma pergunta para o seu ídolo.

Aí está uma grande sacada deste site. Para poder ter ter direito a todo este conteúdo você precisa criar um login e uma senha. No ato do registro do login e senha você precisará cadatrar-se no site e informar um email para contato. A partira daí abre-se oportunidades futuras de estabelecer contato com os torcedores. Dentro do site a Confederação disponibiliza links para os principais sites de relacionamento da atualidade (Orkut, Facebook e Twitter). Afinal, se não pode contra eles, junto se a eles. A CBV receonhecendo a força destes meios de comunicação, colocando um caminho direto para os sites de comunidade para que cada vez mais o público do vôlei participe.

Num momento em que a internet está cada vez mais sendo colaborativa, onde todos tem a possibilidade de não somente ler a matéria mas também colaborar com o seu próprio conteúdo, é essencial que fãs, torcedores e familiares tenham um canal como estes. Dê poder ao torcedor, atraia-o, desperte o interesse dele para que faça parte da sua comunidade, tente prover um espaço interativo, onde você possa despertar a publicação de conteúdo por vários fãs. E o que é melhor, com um custo muito reduzido, pois dependendo da dimensão do site (o que não é bem o caso deste, da CBV), os custos de manutenção do site são reduzidíssimos. Pense em adpatar este exemplo a sua realidade, a realidade da sua Federação, do seu torneio ou da sua liga esportiva.


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QUEM É O SEU CLIENTE ?

Vamos direto ao ponto. Você, gestor esportivo, sabe quem é o seu cliente ?

Pois bem, muitos são os envolvidos na administração de um clube ou um time, seja qual for a modalidade, que não perde a oportunidade para reclamar da falta de patrocínio ou de um investidor. Entretanto, será que você realmente sabe expor o que você tem para ofecerê-lo ? A começar pelo público alvo. Será que o seu público é o mesmo de interesse de uma rede de ensino de idiomas, ou da franquia de fast-food ? Caso você ainda tenha muitas dúvidas sobre estes dois pontos está na hora de você parar de reclamar e procurar as respostas.

Afinal de contas tem torcedor de todos os tipos.

Afinal de contas tem torcedor de todos os tipos.

Como vender um projeto de patrocínio ou captar recursos com um investidor se você não conhece o seu público. Ao tentar um patrocínio junto ao cursinho de inglês que você sabe que tem feito sucesso e que deve estar louco para ampliar a visibilidade da marca é necessário demonstrar quem estará sendo atingido. Imagine o cenário: Você é organizador de uma Liga de Basquete de Veteranos. Na necessidade de trazer um patrocínio para alavancar a Liga você vai até a uma rede de fast food, opa ! Pare um pouco para pensar. Será que o pessoal da terceira idade realmente frequenta fast-foods, será que eles comem as refeições do Mc Donald´s ou Bob´s ou Habib´s ? Não combina muito né ! Então a dica é: adequar os patrocinadores em potencial ao perfil do público envolvido na liga.

Há um outro ponto que é até anterior ao citado no parágrafo acima: Você tem ferramentas para identificar qual é o público envolvido em sua Liga, ou torneio, ou campeonato escolar, campeonato da Federação e etc ?

Muitas entidades esportivas, algumas até com anos de existência (talvez seja esta a principal razão) não possuem um cadastro informatizado dos seus atletas. Não sabem dizer a média de idade dos seus atletas, se falam outro idioma, qual a classe social, se são filho únicos… Indo mais a fundo seria interessante saber coisas do tipo, o quanto gastam por mês com entretenimento, se ganham mesada e de quanto é a mesada, se possuem carro e etc. Informações deste tipo serviriam como uma carta na manga das instituições esportivas ao procurar um parceiro. A gestão esportiva pode e deve ser melhor praticada. O custo de armazenamento de dados hoje em dia é reduzidíssimo. Há muitos sistemas de baixo custo que permitem criar um bando de dados com “n” registros. Se quiser elevar a sua gestão a um patamar ainda mais elevado você pode cruzar estes dados com um Excel, por exemplo. É pratico, muito barato e auxiliará bastante na busca de patrocínio.

Saiba identificar o seu cliente. Tanto para a gestão esportiva quanto para o marketing esportivo é essencial ter este conhecimento, portanto, nada de dúvidas quando te perguntarem “Quem é o seu cliente ?” Seja um administrador esportivo diferenciado.


RECICLANDO A GESTÃO NO FUTEBOL. UM EXEMPLO A SER SEGUIDO

Alguns diretores do Botafogo estão dando exemplo de que nunca é demais adquirir novos aprendizados. Eles estão fazendo um curso de MBA em Gestão Esportiva pela Trevisan Escola de Negócios, no Rio de Janeiro. O presidente do clube carioca sabe bem a importância de manter-se atualizado na área acadêmcia, pois antes de assumir o posto máximo do alvinegro carioca ele foi professor universitário.

Este exemplo nos deixa bastante esperançosos, ainda mais por tratar-se de um clube carioca, no qual os dirigentes já carregam um fardo pesado de péssimas atualizações passadas.  Além de tudo é um exemplo de humildade e demonstração de que sempre é possível melhorar. Fica a espectativa de que eles façam o dever de casa direitinho, que aprendam as práticas de uma boa gestão esportiva para que o Botafogo tenha dias melhores e que tenha novas conquistas. Caso isso aconteça o clube poderá servir de exemplo positivo para os co-irmãos da cidade maravilhosa.

Vale ainda ressaltar que entre os Diretores que estão frequentando as aulas está o gerente de esportes olímpicos, ou seja, o cara do clube que tem autonomia para fazer as coisas andarem em modalidades diferentes do futebol, tal como vôlei, basquete, remo etc.


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VOLEI DO BOTAFOGO NA SUPERLIGA. BOM OU RUIM ?

Há alguns dias sites especializados em vôlei anunciaram que o Botafogo, time carioca com bastante tradição no vôlei, principalmente no masculino, estaria inscrito para disputar a próxima edição da Superliga Nacional de Vôlei, edição 2009/2010.

Pois bem, ontem, durante os preparativos para o Programa de rádio Vôlei Brasil, tive a oportunidade de bater um papo rápido com Miguel Ângelo da Luz, técnico vencedor no basquete brasileiro e que hoje é o responsável pelos esportes olímpicos no clube alvinegro. Ele confirmou a possibilidade, mas fez questão de frizar que ainda não há nada concluído sobre este projeto. Um dos principais pontos, segundo o próprio Miguel Angelo, é a busca por parceiros que tornem o projeto viável. Ainda durante o curto bate papo ele citou que o time será formado em sua grande maioria por atletas de base das selelções brasileiras. Sendo assim, fica difícil imaginar que o Botafogo entrará efetivamente para disputar um título.

Diante do cenário de reerguimento da economia nacional após a crise financeira e com uma enorme probabilidade de tornar-se o saco de pancadas da próxima superliga feminina, conseguiria o clube carioca um parceiro que bancasse essa proposta do alvinegro carioca ? E como resitir a forte tentação de desviar para o futebol recursos dos esportes chamados como “amadores” como remo e basquete  ?

Parece que a idéia apesar de ser muito interessante e louvável não é tão atrativa assim do ponto de vista gerencial. Pois veja só: Imagine que o público dos jogos do Botafogo tendem a não comparecer devido a baixa qualidade da sua equipe. Qual empresa teria interesse em associar sua marca à uma equipe perdedora ? Teria o Botagofo interesse em montar uma equipe a qual gerará ainda mais despesas para o clube. Nestas horas é essencial botar a razão na frente da emoção para saber investir com coerência.


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CONFEDERAÇÕES, FEDERAÇÕES OU LIGAS.

No Brasil temos uma hierarquia bem definida, dividida entre Federações e Confederações. Em nível nacional a Confederação dita as regras de cada modalidade esportiva. Nos estados as Federações são as responsáveis pela organização das competições, bem como registro do atletas e etc.

Todo e qualquer atleta que almeja fazer parte de uma delegação brasileira para representar o país em uma competição internacional, tem que ser federado, ou seja, precisa estar inscrito e participar regularmente dos campeonatos promovidos pela Federação. Sendo que, salvo raras exceções, como a Federação Paulista de Vôlei que está se reciclando e passando por uma remodelação em sua gestão, a partir de uma parceria firmada com a empresa de marketing  J Cocco Comunicação Integrada de Marketing, as outras federações existentes em todo o país estão em estado precário, se mantendo na base da paixão. Na grande maioria do caso os gestores estão no poder há mais de 20 ou 30 anos, não se reciclam e imperram o desenvolvimento do esporte.

As Ligas aparecem como uma boa alternativa. Elas podem surgir de forma independente, separada das Federações ou Confederações. Amparadas na Lei Pelé, elas podem existir e organizar campeonatos livremente. Você que tem um grupo grande de esportistas pode criar uma Liga. Um dos pontos negativos é que os atletas que disputam jogos organizados pelas Ligas podem sofrer restrições para participar de campeonatos organizados por Federações e, consequentemente, podem não ser convodados para representar as seleções em suas categorias. Falaremos mais sobre o assunto Ligas X Federações em posts futuros.


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