VAMOS TER CUIDADO PARA NÃO COMETER NO RIO O MESMO ERRO DE ATENAS 2004.
Atenção rapaziada, vamos fazer dos primeiros jogos olímpicos realizados na América do Sul um evento que realmente seja um diferencial para o desporto brasileiro. E para que os jogos olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro sejam realmente um grande sucesso, é fundamental que aprendamos com os exemplos do passado, tanto os exemplos positivos como os exemplos negativos.
Vejamos o caso das olimpíadas de 2014, realizadas em Atenas, na Grécia. Muitos elefantes brancos e dividas foram os principais legados deixado para os gregos após a realização dos jogos. O ginásio Galatsi, por exemplo, com capacidade para 5.200 pessoas, construído para abrigar a ginastica rítmica e o tênis de mesa, está praticamente abandonado. Apenas este investimento custou U$ 62 milhões aos contribuintes. A matéria “Legado olímpico de Atenas são ruínas que irritam gregos.” publicada no The Wall Street Jornal na última sexta-feira, traz ainda mais detalhes sobre o desastroso legado dos jogos para os cidadãos de Antenas.
Segundo a matéria: “As autoridades que organizaram e administraram os jogos acham que a súbita onda de críticas à Olimpíada não é justa.
Eles também lembram que Atenas não está sozinha: Pequim ainda não sabe o que fazer com com o enorme estádio construído para os jogos, chamado de Ninho do Pássaro.
“É fácil culpar a Olimpíada, já que ela não pode se defender”, disse Spyros Capralos, que foi secretário-geral dos jogos e ocupou vários cargos de liderança nos comitês de candidatura e organização.
O maior problema, concordam ele e outros, foi a construção de um grande número de estruturas permanentes.
Como a Grécia estava atrasada com os preparativos — o Comitê Olímpico Internacional de 2000 advertiu o país para se apressar — o foco foram os jogos, e não o que viria depois deles.
Dada a pressão contra o tempo, era mais fácil e algumas vezes mais rápido, embora mais caro, construir estruturas permanentes, ao invés de temporárias.
Em muitos casos, não houve tempo suficiente para realizar o processo de licitação, o que elevou ainda mais os gastos. Ninguém pensou nos custos de operar as áreas depois dos jogos, diz Capralos
As organizações esportivas nacionais também incentivaram as estruturas permanentes, acreditando que elas motivariam a participação nesses esportes depois dos jogos. Com exceção do remo, isso não aconteceu.
O COI afirmou que vai levar mais em consideração os planos pós-olímpicos quando escolher uma cidade-sede, mas poucos acreditam que isso mude alguma coisa. O Rio praticamente não tinha áreas construídas quando foi escolhido no ano passado para sediar a Olímpiada de 2016, mas o COI “queria os jogos na América do Sul”, diz David Wallechinsky, um historiador olímpico.”
É bom ficar de olho galera. Não vamos deixar que cometam este mesmo erro por aqui. As olimpíadas devem ser um verdadeiro divisor de águas, e que seu legado seja realmente aproveitado pelo esporte nacional.

