sábado, 31 de julho de 2010

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MAIS DADOS SOBRE RESULTADOS DO FUTEBOL EM 2009

Essa é uma dica do nosso amigo, leitor e colaborador Joffrãn.

Na última terça-feira falamos sobre os resultados dos clubes brasileiros em 2009. Falamos principalmente sobre número de torcedores, receita e da boa performance do Internacional de Porto Alegre. Desta vez indicamos uma leitura sobre dívidas. Aliás, temos que dar crédito ao Joffrãn, nosso leitor, amigo e futuro técnico de sucesso (visitem: www.joffran.com). Ele nos indicou o site futebol finance e o artigo: “As dívidas dos clubes brasileiros 2009“. Vejam os dados e reparem que as dívidas dos nossos clubes são enormes, somadas atingem R$ 3,1 bilhões, valor muito perto dos R$ 2,9 bilhões, montante da dívida do Manchester United na atual temporada. Ou seja, estamos apertados, mas tem clube grande que está num perrengue muito maior que nós.


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COMITÊS OLÍMPICOS DOS EUA E DE U.K. UNEM FORÇAS PARA O CRESCIMENTO DO ESPORTE.

Nesta semana o comitê olímpico americano e o comitê olímpico inglês assinaram um acordo que irá beneficiar ambos os países.

Ski inglês indo ladeira abaixo.

Ski inglês indo ladeira abaixo.

A associação americana de ski e snowboard irá auxiliar na reconstrução da associação inglesa do mesmo esporte, que passou por grandes dificuldades financeiras antes da realização dos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, entre outras áreas de cooperação.

Os comitês olímpicos dos Estados Unidos e da Inglaterra informaram que farão ações conjuntas, relacionadas aos esportes de inverno, como por exemplo, a organização de intercâmbios para técnicos e treinamentos específicos; promover o uso de novas tecnologias nos esportes de inverno, através da maior aproximação entre comitês olímpicos e o setor privado; promover um congresso, a ser realizado em Londres em 2011, sobre as melhores práticas de gestão aplicadas nos órgãos nacionais; compartilhar as melhores práticas na gestão do esporte educacional e para jovens.

Segundo Larry Probst, presidente do comitê olímpico americano, um dos objetivos de sua presença em Vancouver foi manter os esforços para aumentar o engajamento do movimento olímpico, aprender com o comitê olímpico dos outros países e compartilhar a sua experiência olímpica.

Continuamos trazendo aos nossos leitores casos em que dirigentes demonstram que a união de forças entre instituições esportivas ou com profissionais de mercado, tem sido uma das principais alternativas encontradas seja para resolver problemas de ordem financeira, seja para profissionalizar a gestão no esporte – vide o post Santos no Caminho de uma Gestão Esportiva Profissional. Tendo em vista o cenário acima, entendemos que implementar a união de expertises entre clubes, federações, associações ou ligas esportivas, pode vir a ser uma excelente alternativa de crescimento para instituições esportivas menores, que estão começando a ser organizar e que almejam alcançar maior relevância no esporte.


MAIOR CONTROLE NOS GASTOS É VITAL PARA A LONGEVIDADE DAS INSTITUIÇÕES ESPORTIVAS.

O futebol europeu, assim como sua economia, está em uma situação financeira delicada. Entretanto, executivos de grandes clubes citaram a cooperação como uma forma de entrar em uma nova era de maior preocupação com questões financeiras.

Falando no fórum europeu Soccerex, em Manchester, Jose Maria Cruz Andres, vice-presidente do Sevilla, disse que é hora dos clubes europeus tomarem ações urgentes.

Segundo ele: “O futebol é um negócio estranho onde jogadores e agentes ganham todo dia e os clubes perdem toda hora.” e continua… “O problema é que estamos gastando mais com jogadores do que ganhamos. Na segunda divisão espanhola os clubes estão gastando com jogadores 150% das suas receitas e isso não é sustentável.” Ele conclui dizendo: ” Nós não precisamos de mais regulamentações. Não somos um banco ou uma empresa de seguros. Precisamos achar a medida certa entre receitas e despesas”.

Ivan Gazidis, CEO do Arsenal, disse que há uma opinião crescente, entre os clubes europeus, sobre o objetivo básico de prudência financeira. Gazidis disse que o futebol europeu  precisa construir um espirito de parceria entre os gestores dos clubes, similar ao que ocorre na Major League Soccer, onde os gestores são muito mais colaborativos fora do campo. O resultado de tamanha colaboração poderia ser uma maior atratividade de pessoas (investidores) sensiveis.

Com exceção da última parte, que na opinião do Laboratório é bem utópico – acreditar que haverá pessoas mais sensíveis no meio esportivo – concordamos com todos os outros pontos de vista.

É aquela velha história de não gastar mais do que recebe. É o que muitos sugerem inclusive no orçamento doméstico, ou seja, é o que devemos implementar no nosso dia a dia, em nossa rotina pessoal. Logo, o mesmo deve ser aplicado na gestão esportiva. Deve-se adotar maior prudência nos gastos. Não extrapolar nas despesas, caso você tenha restrições orçamentárias, em função da baixa geração de caixa. Além disso, há a questão da cooperação. Juntos os clubes poderão discutir maneiras de melhor controlar seus gastos. Podem inclusive propor às Federações ou às Confederações mecanismos que diminuam a interferência dos empresários.

Enfim, nada é tão bom que não pode ser melhorado ! Deve haver maneiras viáveis dos clubes controlarem melhor os seus gastos. Não vamos aqui focar na busca por soluções. Não vamos ficar especulando. Até porque, se tivéssemos a solução para estes males, seriamos consultores endinheirados !!! Duas ou mais cabeças pensando juntas aumentam as chances de encontrar uma solução satisfatória – conforme já exemplificamos no post: “Duas ou Mais Cabeças Pensam Melhor que Uma“.. O mais importante aqui é atentar para a necessidade de maior controle nos gastos e perceber que ela é vital para a longevidade das instituições esportivas, independente do esporte.


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