sábado, 31 de julho de 2010

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PALESTRA SOBRE OLIMPÍADAS, COPA DO MUNDO E MARKETING ESPORTIVO

Ok, está na hora de atender aos pedidos de nossos leitores e “cientistas” de plantão ! São muitos emails pedindo dicas de eventos esportivos. Palestras, seminários, cursos, graduação, pós graduação etc etc… a galera está realmente interessada em aprimorar o conhecimento na área. Vale a pena dar um confere nesta palestra. Ah… detalhe interessante: evento grátis, 0800, boca livre ! Vamos ao que interessa:

No dia 4 de agosto será oferecida a palestra “Olimpíadas e Copa do Mundo: Oportunidades de Marketing Esportivo”, ministrada pelo Prof. José Rubens D’Elia, nas instalações da Unidade Av. Paulista.
Palestra: Olimpíadas e Copa do Mundo: Oportunidades de Marketing Esportivo.
Vagas: Limitadas (necessário confirmar presença)
Inscrição: Gratuita
Local: Alameda Santos, 1893 – 11º andar. – Cerqueira César.
Estacionamento – No local
Horário: 19h.
Telefone: (11)3016-5550
Homepage: http://www.ubs.edu.br

Sobre o palestrante
Profº. José Rubens D’Elia
- É treinador de atletas olímpicos e pilotos. Treinou atletas para as Olimpíadas de Los Angeles, Seul, Barcelona, Sidney, Atenas e Pequim. Há 10 anos atua na gestão de carreira de atletas profissionais e marketing esportivo.
- Autor do Blog Fôlego no portal Globoesporte.com


VAMOS TER CUIDADO PARA NÃO COMETER NO RIO O MESMO ERRO DE ATENAS 2004.

Atenção rapaziada, vamos fazer dos primeiros jogos olímpicos realizados na América do Sul um evento que realmente seja um diferencial para o desporto brasileiro. E para que os jogos olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro sejam realmente um grande sucesso, é fundamental que aprendamos com os exemplos do passado, tanto os exemplos positivos como os exemplos negativos.

galatsiVejamos o caso das olimpíadas de 2014, realizadas em Atenas, na Grécia. Muitos elefantes brancos e dividas foram os principais legados deixado para os gregos após a realização dos jogos. O ginásio Galatsi, por exemplo, com capacidade para 5.200 pessoas, construído para abrigar a ginastica rítmica e o tênis de mesa, está praticamente abandonado. Apenas este investimento custou U$ 62 milhões aos contribuintes. A matéria “Legado olímpico de Atenas são ruínas que irritam gregos.” publicada no The Wall Street Jornal na última sexta-feira, traz ainda mais detalhes sobre o desastroso legado dos jogos para os cidadãos de Antenas.

Segundo a matéria: “As autoridades que organizaram e administraram os jogos acham que a súbita onda de críticas à Olimpíada não é justa.

Eles também lembram que Atenas não está sozinha: Pequim ainda não sabe o que fazer com com o enorme estádio construído para os jogos, chamado de Ninho do Pássaro.

“É fácil culpar a Olimpíada, já que ela não pode se defender”, disse Spyros Capralos, que foi secretário-geral dos jogos e ocupou vários cargos de liderança nos comitês de candidatura e organização.

O maior problema, concordam ele e outros, foi a construção de um grande número de estruturas permanentes.

Como a Grécia estava atrasada com os preparativos — o Comitê Olímpico Internacional de 2000 advertiu o país para se apressar — o foco foram os jogos, e não o que viria depois deles.

Dada a pressão contra o tempo, era mais fácil e algumas vezes mais rápido, embora mais caro, construir estruturas permanentes, ao invés de temporárias.

Em muitos casos, não houve tempo suficiente para realizar o processo de licitação, o que elevou ainda mais os gastos. Ninguém pensou nos custos de operar as áreas depois dos jogos, diz Capralos

As organizações esportivas nacionais também incentivaram as estruturas permanentes, acreditando que elas motivariam a participação nesses esportes depois dos jogos. Com exceção do remo, isso não aconteceu.

O COI afirmou que vai levar mais em consideração os planos pós-olímpicos quando escolher uma cidade-sede, mas poucos acreditam que isso mude alguma coisa. O Rio praticamente não tinha áreas construídas quando foi escolhido no ano passado para sediar a Olímpiada de 2016, mas o COI “queria os jogos na América do Sul”, diz David Wallechinsky, um historiador olímpico.”

É bom ficar de olho galera.  Não vamos deixar que cometam este mesmo erro por aqui. As olimpíadas devem ser um verdadeiro divisor de águas, e que seu legado seja realmente aproveitado pelo esporte nacional.


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GESTÃO ESPORTIVA COM VISÃO DE LONGO PRAZO.

Para trabalhar com as modalidades olímpicas, com exceção do futebol, tais como vôlei, basquete, natação, judô e outras, é preciso ter visão de longo prazo, pois atletas olímpicos não são desenvolvidos da noite para o dia. É preciso fazer como o Pinheiros no vôlei.

logo_proj_olimpicoAtravés da parceria entre Pinheiros e a empresa de TV por assinatura Sky foi possível repatriar atletas olímpicos como Giba, Rodrigão e Gustavo. Com isso o clube paulista montou um time de vôlei forte, capaz de competir para o título em qualquer torneio de vôlei. Apesar de todo este investimento o clube tem uma meta a longo prazo, ter 56 atletas nos jogos olímpicos em Londres 2012. Como informado por Antonio Moreno Neto, presidente do clube, ao site Máquina do Esporte, “Temos um projeto de médio prazo para formar esses atletas.

Tendo em vista o apelo do vôlei no Brasil, sendo o segundo esporte na preferência dos brasileiros, o sucesso das seleções brasileiras (feminina e masculina) e o enfraquecimento de formadores de atletas no estado de São Paulo, com o esvaziamento do projeto de São Bernardo do Campo, tudo indica que o Pinheiros e toda sua estrutura está no caminho certo para a formação de atletas para o vôlei.

Nas outras modalidaes esportivas (Atletismo, Esgrima (olímpica e paraolímpica), Ginástica Artística, Judô, Levantamento de Peso, Natação (olímpica e paraolímpica), Remo (olímpico e paraolímpico), Tênis e Triatlo) o clube captou desde 2008 R$ 15 milhões de reais via lei de incentivo ao esporte – dados do site do ministério dos esportes. Veja bem, não são projetos aprovados apenas. Foram projetos visando o desenvolvimento de atletas não profissionais para formação olímpica, que foram aprovados pelo Ministério dos Esportes e que conseguiram captar recurso de empresas e pessoas físicas. Isto significa que há mais de 2 anos o Esporte Clube Pinheiros atua na preparação para as olimpíadas de 2012.

O clube sabe que para alcançar a meta de 56 atletas em Londres 2012 é preciso começar logo ! Um projeto olímpico não gera resultados em 2 ou 3 anos. Ter planejamento e metas bem claras já é um ótimo indicador de que o clube está trabalhando no caminho certo.


COPA DO MUNDO, OLIMPÍADA E OS GESTORES ESPORTIVOS: OPORTUNIDADES

Os leitores do Laboratório Esportivo sabem que o conteúdo do blog tem um foco mais voltado para os chamados esportes olímpicos, e não tanto para o futebol – apesar deste também ser olímpico. Procuro falar aqui sobre gestão e marketing esportivo de todas as modalidades e não priorizo muito o futebol por questões óbvias.

Primeiro, para ser bem sincero, trata-se principalmente de uma questão de sobrevivência, de busca de espaço na imensidão da internet. Entre tantos portais, blogs, comunidades, fóruns, etc eu seria apenas mais um a falar sobre esta que é a paixão nacional de 99,9% dos brasileiros. Não falta é informação na internet sobre futebol. Em segundo lugar, os demais esportes carecem de espaço. Tem muita coisa acontecendo fora do mundo do futebol que precisa ser comentada, principalmente no que diz respeito à gestão e marketing esportivo. E por falar nisso, estas são as principais palavras chaves do Laboratório Esportivo: “Gestão Esportiva” e “Marketing Esportivo“. Dúvida ? Jogue a primeira na busca do google e veja se não estamos entre os cinco primeiros no resultado do site.

brasil_rua

Pois bem, temos conseguido bons resultados, certo destaque e muitos comentários positivos dos nossos leitores. Prova de que estamos no caminho certo. Entretanto, como nossa matéria-prima é o esporte e Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas são dois mega eventos esportivos, não podemos deixar de falar destas duas questões.

Nossos leitores sabem também que procuramos não polemizar muito. Somos críticos sim, porém eternos otimistas. Sempre pensando para frente ! Já falamos isso em posts anteriores. Mas precisamos falar sobre as possibilidades da Copa do Mundo de Futebol no Brasil e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro para nós, atuais ou futuros gestores esportivos.

A começar pela 2010 Fifa World Cup South Africa. Assim mesmo, pegando o nome oficial do evento para que todos saibam que trata-se de um evento da FIFA, e como tal, ela que dá as cartas. Desde a definição do país sede, passando pela etapa dos preparativos para sediar o grande evento, até a realização dos jogos e encerramento, concluindo no fechamento das contas e balanço dos números finais, tudo tem o crivo da entidade máxima do futebol. Por sua vez, quem executa as diretrizes da entidade máxima do futebol mundial, será a entidade máxima do esporte brasileiro, o Ministério dos Esportes, em parceria com os governos estaduais e a Confederação Brasileira de Futebol.

Perceba que existe uma hierarquia para a realização do evento. Naturalmente, como todo projeto de grande porte, deve ser implementada tal estrutura. Dentro dela haverá inúmeros serviços auxiliares, entretanto, a definição quanto à contratação deste serviço virá de um destes entes citados anteriormente. Portanto, se você estiver ligado a algum deles direta ou indiretamente, você aumenta as suas chances de participar efetivamente deste mega evento. Do contrário suas chances serão beeeem pequenas. Ahhh… você pode ter um insight, uma idéia brilhante e repentina, para beneficiar-se destes mega eventos, no entanto, tome cuidado, pois a Dona Fifa estará de olho para saber se você não está fazendo uso indevido da marca. Explore o evento, mas não explore a marca.

Sobre Jogos Olímpicos, tenho um bom exemplo para passar. Pegando um táxi no Centro do Rio de Janeiro conversei com o motorista a respeito dos preparativos sobre Olimpíadas. Ele foi direto ao ponto: “Durante os Jogos Pan-Americanos, com toda a segurança, mudança de transito, comitivas transitando para cima e para baixo, e ponto facultativo na cidade (visando diminuir a quantidade de carros em circulação para fazer o trânsito fluir na cidade do Rio de Janeiro, durante o Pan.) a redução na receita dos taxistas em toda a cidade foi de 40% !!! Este é apenas um exemplo de que mega eventos esportivos como a Olimpíada não são assim, só maravilhas, tudo de bom, uma mina de oportunidades para todos. O mesmo ocorrerá para os gestores esportivos, pois a estrutura olímpica é ainda mais restrita. Vamos a ela:

O Comitê Olímpico Internacional é o grande chefe. Logo em seguida, em parceria com o Ministério dos Esportes, está o Comitê Olímpico Brasileiro, comandado pelo Nuzman, que também agrega o cargo de presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016. Este comitê organizador será a entidade responsável por colocar em prática todas as exigências do COI para a realização dos Jogos Olímpicos. Praticamente toda a estrutura de prestadores de serviço já está contratada ou está em fase de contratação.

Alguns leitores do Laboratório já exercem atividades profissionais relacionadas ao esporte, tendo inclusive estas atividades como emprego principal, ou seja, são gestores esportivos profissionais. Para estes, ingressar no projeto Copa do Mundo e Olimpíadas é menos complicado. Para os futuros gestores esportivos a tarefa será bem mais árdua. O caminho será bem mais difícil – a menos que você tenha um bom contato entre os órgãos citados anteriormente, responsáveis pela organização destes mega eventos. Conclusão: As oportunidades realmente serão muitas, mas serão bem focadas para os profissionais que já estão atuantes. As oportunidades geradas serão pouco distribuídas, ficando restritas aos profissionais que estiverem atuantes próximos as entidades responsáveis pela organização de ambos os eventos.

Amanhã continuarei a falar sobre este assunto. Desta vez abordarei a participação dos futuros gestores esportivos. Aqueles que estão se profissionalizando na área ou que já estão atuando, mas ainda não conseguiram atingir o nível de profissionalismo.


TROCAR EXPERIÊNCIAS PARA EVOLUIR NA GESTÃO ESPORTIVA.

Sabemos que ainda estamos muito aquém do profissionalismo no que diz respeito a Gestão Esportiva e ao Marketing Esportivo no Brasil. É por isso, inclusive que o Laboratório Esportivo existe. Aproveitamos a necessidade da busca pela profissionalização no desporto brasileiro e abrimos espaço para o debate entre profissionais e não profissionais da área do esporte. Por estas e outras que este blog fala tanto para os gestores esportivos atuantes em grandes organizações esportivas quanto para os empreendedores do esporte que ainda atuam em escala reduzida, de forma mais amadora mas não menos importante.

E por falar nisso, vamos deixar claro que independente do seu status profissional entendemos que a troca de experiências é fundamental para o crescimento e, logicamente, que a gestão esportiva não poderia ficar de fora. Neste sentido Brasil e Reino Unido estão avançando na busca pela troca de conhecimentos esportivos para que ambos tenham criem condições de organizar da melhor forma possível os futuros mega eventos esportivos que acontecerão em seus países (Olimpíadas de Londres em 2012 e no Rio de Janeiro em 2016, Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014 e a candidatura do Reino Unido pela Copa de 2018).

Muitos serão os temas que podem ser debatido, construção dos equipamentos esportivos (estádios, ginásios etc.), financiamento, legado olímpico, transportes de massa (uma das principais fraquezas do Rio de Janeiro), desenvolvimento do desporto de alto rendimento, segurança em mega eventos esportivs, etc. Apesar das multiplas possibilidades os organizadores desta parceria irão focar inicialmente na questão do turismo.

Além do exemplo acima o site Máquina do Esporte divulgou recentemente que a instituição de ensino Trevisan, que possui um curso de MBA em Marketing Esportivo, fará uma parceria com a Universidade de Parma. O objetivo principal é promover o desenvolvimento dos alunos de ambas as instituições através da produção de variado conteúdo acadêmico, sempre relacionado a gestão esportiva.

Já tocamos no assunto troca de conhecimento outras vezes, como no post: “Duas ou mais cabeças pensam melhor que uma“. Em se tratando de uma era em que as redes de relacionamento e as novas formas de comunicação via internet possibilitam ampliar cada vez mais suas fontes de informação, não podemos nos dar ao luxo de ficar isolados, sem contato com outros players da indústria do esporte.

Inclusive há um ótimo livro que fala sobre as redes colaborativas que ajudam a ampliar as possibilidades de inovação. O título do livro ? “Nós somos mais inteligentes do que Eu.” Ele traz exemplos bem atuais de empresas que investem neste formato e que dão certo. Há exemplos também do que não fazer, ou seja, casos de empresas que partiram para esta opção mas não souberam tirar proveito do conceito de rede colaborativa.


RIO 2016. CIDADE OLÍMPICA QUE NÃO TEM ESPORTES OLÍMPICOS

Hoje o Rio de Janeiro ainda é uma cidade despreparada, do ponto de vista esportivo, para absorver o legado da olimpíada. Não há competições esportivas fortes o suficiente para atrair um publico que sustente a utilização das futuras instalações esportivas. A nossa sorte é que ainda restam 6 anos para que se implemente uma gestão esportiva com foco no longo prazo e que esta ausência seja sanada. Vejamos alguns exemplos:

No Basquete o estado do Rio possui apenas o Flamengo, como representante na NBB, principal campeonato da modalidade no país. Na última temporada a equipe rubro-negra tornou-se campeã, levando até 8.500 pagantes no último jogo disputado na Arena HSBC. Entretanto, ao longo da competição o clube, considerado como sendo de maior torcida do país, teve uma média de público de, aproximadamente, 1.200 torcedores, nos jogos em casa (Fonte: http://www.flabasquete.com/). Apenas para registro o Flamengo mandou os seus jogos em dois locais diferentes, além do HSBC Arena, jogou no Tijuca Tênis Clube e no Maracanãzinho. Logicamente que com números tão modestos o clube não conseguiu ter lucro referente a bilheteria.

Na Superliga de vôlei o estado está “melhor” representado. Unilever e Macaé Sports jogam no feminino e Volta Redonda representa o Rio no masculino. Entretanto, a unica equipe da capital, comandada pelo Bernardinho, realmente briga por título. As outras duas são do interior do estado e fazem um trabalho que precisa de maior investimento e profissionalismo. Outro ponto importante é que a equipe da Unilever tentou mandar alguns jogos no Maracanãzinho, mas as partidas não apresentaram um bom público, causando o retorno desta para o modesto ginásio do Tijuca Tênis Clube.

Fica a clara evidência de que os esportes olímpicos no Rio de Janeiro não são fortes o suficiente para fazer valer a utilização de um Maracanãzinho ou uma Arena HSBC, ou Arena Multiuso, dois legados dos jogos pan-americanos e que são sub-utilizados. As federações e as equipes locais precisam começar agora a fazer um planejamento estratégico a longo prazo, visando fomentar equipes fortes e, por consequência, proporcionando competições locais mais atrativas, para que, por fim, o público demonstre interesse em acompanhar os jogos, gerando retorno para as instalações esportivas que a cidade terá como legado, após a realização dos jogos olímpicos de 2016.


VAGAS PARA TRABALHAR NA RIO2016. SERÁ QUE VOCÊ CONSEGUE ?

Diante do nosso objetivo de auxiliar no desenvolvimento da gestão esportiva no país, não podemos deixar de divulgar a notícia publicada na edição deste último fim de semana do Jornal Valor Econômico.

O título da matéria é “Rio2016 caça executivo para atuar na Olimpíada”. Com a ajuda de headhunters, nova empresa já está em campo atrás de especialistas para formar equipe.

Mãos a obra !

Mãos a obra !

O início da matéria diz o seguinte: “Prestes a se tornar uma empresa constituída e independente do Comitê Olímpico Brasileiro, a Rio2016 está em busca de executivos. A instituição será responsável pela organização dos Jogos Olímpicos do Rio, que contratará todos os funcionários que trabalharão na Olimpíada: de faxineiros a arbitros, de engenheiros que fiscalizarão as obras a pessoal de organização e marketing. O objetivo da organização é contratar apenas brasileiros”.

A matéria é interessante e demonstra a abertura de oportunidades diretamente relacionadas com o projeto olímpico. São oportunidades como estas que estão sendo aguardadas por muitos. Entretanto, caros leitores, sejamos críticos ! Nem tudo é só notícia boa.

Continuando a matéria: “Segundo Leonardo Gryner, diretor de marketing da Rio2016, os salários não serão a maior atração do cargo. “Acreditamos que trabalhar no projeto olímpico será importante para o currículo de nossos funcionários e isso aumentará o interesse dos candidatos pelas vagas”, explica o diretor. Por esta razão, a proposta é manter a remuneração média do mercado em cada área. “Temos um orçamento enxuto. Não podemos exagerar”. Mas Gryner explica que haverá exceções. “Se um profissional diferenciado for desejado pela Rio2016, podemos fazer uma oferta melhor. Mas isto não será regra.

Uma questão para a qual os cadidatos deverão ficar atentos: Trabalhar no projeto olímpico é o ideal de muitos, mas a remuneração deve ser compatível com a capacitação exigida. Afinal, se o Rio2016 estará atrás de profissionais capacitados, reconhecimento e experiência no currículo apenas não serão um grande atrativo. Outra questão: Com a contratação da empresa de recrutamento de talentos esperamos que haja um processo de seleção democrático, que não privilegiará as indicações dos altos níveis hierárquicos dentro do COB.

Clique aqui e leia a matéria.


4 comentários

VOCÊ INVESTIRIA EM UMA DEZENA OU EM MILHARES ?

Na última quarta-feira o Comitê Olimpico Brasileiro (COB), juntamente com a Prefeitura do Rio de Janeiro, divulgaram o lançamento do projeto Time Brasil e Time Rio.

Segundo informações do site do COB o projeto é “um projeto de investimento na preparação de atletas com potencial de medalhas visando aos Jogos Olímpicos de Londres 2012.”. A intenção é que outros municípios e estados também tenham o seu time,dando origem ao Time Brasil. Inicialmente o Time Rio terá entre 10 a 13 atletas. O Time receberá R$ 12 milhões até 2012 para investir nos atletas e em suas equipes técnicas. Os primeiros atletas do Time Rio são Diego Hypólito (ginástica artística), Ricardo Winicki (vela), Kaio Marcio (natação) e Barbara Leôncio (atletismo) que serão beneficiados, a partir de abril, com suporte financeiro e logístico durante toda a preparação neste ciclo olímpico. Leia mais informações sobre o projeto.

Maior oportunidade na formação para aumentar a nossa delegação.

Maior oportunidade na formação para aumentar a nossa delegação.

Na opinião deste Laboratório Esportivo é uma iniciativa louvável apoiando atletas de reconhecida capacidade técnica. Entretanto, para que sejamos uma potência olímpica precisamos que os investimentos sejam em larga escala e não específico nos atletas que já dão resultado.

Serão R$ 12 milhões investidos com foco em uma dezena de atletas e não na formação de novos. Não que estes atletas não mereçam este aporte. Mas se fosse para “retribuir ao esporte o presente que ele deu à nossa cidade.”, conforme disse o Prefeito Eduardo Paes durante a cerimônia de lançamento do Projeto, que fosse feito um investimento junto às federações destes esportes, por exemplo. As federações, entidades responsáveis pelos esportes a nível estadual, sofrem com a falta de recursos. Nos mesmos moldes deste projeto o COB poderia atuar, juntamente com as confederações e federações de cada modalidade, na coordenação da parte técnica e no gerenciamento financeiro dos investimentos nas respectivas federações. Muito provavelmente as ações atingiriam um público maior, possibilitando o surgimento de novos atletas olímpicos, não apenas para as próximas duas olimpíadas.


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MOTIVOS PARA ESCOLHER O BRASIL (RIO DE JANEIRO, CONSEQUENTEMENTE).

A Olimpíada de 2016 será no Brasil, ou melhor, no Rio de Janeiro. Pesou o fato de as olimpíadas nunca terem sido feitas na América do Sul. A necessidade de globalização efetiva dos jogos olímpicos, possibilitando a outros continentes a vivência do espírito olímpico, após mais de 100 anos de realização dos jogos era fundamental. O  Comitê Olímpico Brasileiro sabia disto e martelou bastante o assunto até fixar a idéia na cabeça dos membros do COI.

O rodízio feito pela FIFA, contemplando o continente africano com a Copa do Mundo de Futebol de 2010 e a realização da Copa seguinte no Brasil evidenciaram à todos os gestores esportivos, atletas e torcedores que o esporte precisava colocar em prática o discurso da globalização. É fato que o centro financeiro está localizado no continente europeu, mas não pode-se deixar de lado potências como o continente asiático (por isso da Copa do Mundo de 2002 no Japão e Coréia do Sul, Olimpíada de 2008 em Pequim)  e a América do Sul, mas especificamente o Brasil. Ainda que os clubes mais ricos e os torneios esportivos mais bem pagos sejam disputados, em sua grande maioria, na Europa, não se pode deixar de lado a massa de consumidores residentes em outros cantos do planeta, onde há uma grande concentração populacional (Brasil e China estão entre os cinco países mais populosos do mundo).

Temos a prioridade para a realização dos jogos olímpicos, agora nos resta trabalhar pesado para fazer valer este direito.


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ESCOLHA DA CIDADE SEDE DOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016. PALPITE DO LABE.

Rio de Janeiro, Chigado, Madri ou Tóquio.

Vejamos:

Será que teriamos a terceira olimpiada consecutiva lá pelos lados do continente asiático e oceania (Sidnei e Pequim) ? Longe do grande centro Europeu e dos altíssimos índices de audiência norte-americanos ??? Pouco provável né !

Madri está passando por um momento de recuperação lento após a crise econômica. A Espanha possui um dos maiores índices de desemprego da Europa. Na opinião do Laboratório Esportivo será a zebra.

Chicago também passa por um momento complicado de recuperação econômica. Dizem por aí que o presidente Barack Obama poderá fazer alguma diferença do ponto de vista político. A verdade é que as emissoras de TV que mais dão lucro ao Comitê Olímpico Internacional são as norte-americanas NBC e FOX, que tem um histórico de brigas acirradíssimas pelos direitos de transmissão do maior evento esportivo do mundo.

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Rio de Janeiro, este é o provável vencedor do nosso ponto de vista. Seria a primeira olimpiada a ser realizada na América do Sul. Seria ainda um carimbo de que também no âmbito esportivo o Brasil está fortalecido. Economicamente saímos vitoriosos da crise econômica. Politicamente, apesar dos últimos fatos lamentáveis ocorridos em Honduras, mais precisamente na embaixada brasileira, estamos cumprindo um papel de importância respeitável. Temos sido ouvidos pelos países mais ricos e quer queiram, quer não, mesmo que desagradem a muitos o Presidente Lula exerce um carisma notável. Pesa contra o Rio o fato de já ter a Copa de 2014 e de ter ainda um gravíssimo histórico de violência, corrupção e falta de infra-estrutura. Entretanto, acreditamos que a Cidade maravilhosa representa a maior possibilidade de mudança de ares para o COI.


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