sábado, 31 de julho de 2010

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PATROCÍNIO ESPORTIVO E AÇÃO NA INTERNET PARA IMPULSIONAR GLOBALIZAÇÃO.

O case da Seara explorando as habilidades futebolísticas e de dançarinos de Robinho, Neymar e Ganso, atletas do Santos, ao som de Beyoncé, com certeza já entrou para a história do marketing esportivo. De forma criativa e bem humorada a empresa conseguiu ampliar a visibilidade da marca, além dos respectivos produtos, mostrados ao longo da propaganda. Mas não foi só isso.

A propaganda e o patrocínio a Copa do Mundo de Futebol permitiu maior visibilidade para a empresa em nível internacional.  Somente segundo a contabilidade feita pelo Youtube foram mais de 3 milhões de visualizações em seu domínio. Conforme noticiou o site Máquina do Esporte, o acesso ao site da empresa “decuplicou durante o ano e, em sua maioria, a conexão foi feita no exterior”, segundo o diretor executivo de planejamento e de relações com investidores do grupo Marfrig, detentora da marca Seara.

É como sempre dissemos por aqui: Explorem as ferramentas disponíveis na web. Grandes empresas utilizam estes recursos e conseguem dimensionar o seu retorno, com um investimento reduzido, porque você não pode fazer o mesmo ? Claro que, quando falamos de investimentos, não nos referimos ao cachê dos meninos da Vila, nem do quanto a Agência África deve ter cobrado para produzir a peça. Nos referimos a divulgação online deste vídeo e a medição do seu retorno. Ambos podem ser feitos por ferramentas gratuitas, como Youtube e Google Analytics.

Parabéns a Seara e Agência África pela bela sacada! Ahhh… e segue o vídeo para quem ainda não viu.

embedded by Embedded Video

YouTube Direkt

Maiores destalhes sobre este case, pode ser visto em:  http://www.maquinadoesporte.com.br/i/noticias/marketing/17/17096/Seara-mede-sucesso-na-Copa-por-meio-de-site/index.php


O MARKETING ESPORTIVO E A INGLÓRIA BUSCA POR PATROCÍNIO.

É verdade, a busca por patrocínio de fato não é uma tarefa fácil. Vários já foram os exemplos citados aqui no Laboratório Esportivo de casos de equipes que ficaram sem patrocinadores. Como o caso do vôlei, no post abaixo.

Mas esta busca pode se tornar um pouco menos complicada se houver objetividade e certo conhecimento de mercado da parte do gestor esportivo que corre atrás de um patrocinador para o seu evento, sua equipe etc. Na opinião deste modesto blogueiro há duas alternativas importantes que se configuram em boas oportunidades para ter êxito nesta empreitada por um patrocinador: Sua rede de relacionamento (o famoso networking) e o atendimento a um nicho bem segmentado. Vamos a alguns exemplos para facilitar a compreensão desta nossa tese.

Nesta última semana foi divulgado que o Botafogo de Futebol e Regatas irá lançar seu novo uniforme no barco Pink Fleet, de propriedade do bilionário Eike Batista. Este fato reforça os rumores (rumores alimentados principalmente entre os torcedores alvinegros) de que Eike, que além de ter dinheiro sobrando é botafoguense, irá de alguma forma “ajudar” o clube alvinegro. Ou seja, uma boa rede de relacionamento, ser influente ajuda na hora de conseguir patrocínio. Quer um outro exemplo: O Bruno Senna na Fórmula 1 e outros muitos pilotos que chegam na primeira divisão do automobilismo mundial sem ter tanta experiência, mas que por ter nome e ter uma boa rede de relacionamento (nestes casos citados são redes de relacionamento profissionais, entre outras palavras, é basicamente a atividade exercida por empresários, assessores, procuradores, entre outros profissionais focados em ampliar esta rede de contatos dos atletas).

Shimano

Agora um exemplo do atendimento a um nicho bem segmentado. Como bem noticiou o site Máquina do Esporte a Shimano, empresa japonesa fabricante de peças para ciclismo irá patrocinar o maior evento do mundo de triatlon, o Ironman. Fica mais fácil obter um patrocínio como este a medida que os atletas que disputam o Ironman necessitam pedalar aproximadamente 180 quilômetros durante o percurso de bike. Ou seja, é exatamente o público atendido pela empresa japonesa, portanto, nada melhor do que manter contato direto com seu público alvo.

Portanto caríssimos leitores, sabemos que a tarefa sempre será difícil mas é bom estar atento a estas duas questões: manter sempre uma grande e eficiente rede de relacionamentos e procurar captar as necessidades e demandas dos seus atletas para que você possa buscar no mercado empresa que tenham interesse direto neste público.


A SEGMENTAÇÃO NO ESPORTE E A BUSCA POR PATROCÍNIO.

Você saberia dizer qual o público alvo do seu clube, da sua associação, dos torneios que você organiza ? Qual é o perfil do público que “consome” o seu serviço ? No esporte é comum ver gestores esportivos reclamarem de falta de patrocínio, mas são poucos os que sabem vender o seu peixe para o patrocinador correto.

Entendemos que para aumentar as suas chances de fechar parcerias para o seu evento esportivo é fundamental que você evidencie ao potencial patrocinador, que o segmento de mercado que ele tem interesse é o mesmo que compete em seus eventos. Caso façamos a seguinte pergunta: “Você sabe o perfil dos seus atletas ?” Muitos dirigentes terão a resposta na ponta da lingua, dando detalhes e inúmeros exemplos. Entretanto, na mesa de negociações, na hora de apresentar um plano de negócio estruturado … cadê os números ? onde estão os dados ? e todos aqueles exemplos, da onde surgiram ?

Com este exemplo queremos ressaltar que de pouco valerá as suas lembranças, todos estes dados registrados de forma empírica, na cabeça do dirigente esportivo. O que realmente contará é ter estes dados formalizados, registrados em alguma planilha, por exemplo. Ter uma base de dados organizada, bem preenchida e atualizada certamente fará a diferença na busca por patrocínio no esporte. Uma gestão esportiva sem dados organizados dificilmente será bem sucedida. Vale lembrar que um banco de dados bem estruturado poderá te ajudar a ir além do convencional, na busca por segmentação. Quem sabe até perceber que você possui um público relevante e altamente fidelizado em um segmento específico e que também é o público alvo de determinada impresa ou produto.

Veja por exemplo o caso de uma agência que irá lançar uma revista voltada para o segmento de mulheres praticantes de corrida de rua. (Fonte: Máquina do Esporte). Muito provavelmente a tomada de decisão por investir na edição de uma revista, o que envolve recursos financeiros relevantes, não foi tomada empiricamente. A empresa deve ter concluído através de números que haveria público interessado neste tipo de produto.


BRADESCO, O PATROCINADOR DOS ESPORTES OLÍMPICOS.

Nesta última semana foram noticiadas duas novas parcerias para duas confederações esportivas.

Anúncio de Pequim-2008. O Bradesco sempre esteve ligado ao esporte

Anúncio de Pequim-2008. O Bradesco sempre esteve ligado ao esporte

A Confederação Brasileira de Judô e a Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos divulgaram o fechamento de parceria com o Banco Bradesco. Com a CBJ a parceria do Bradesco será valida até 2012, com possibilidade de prorrogação até 2016, explorando assim o ciclo olímpico que inclui os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Com a CBDA o patrocínio já foi fechado até 2016, com investimento feito via Lei de Incentivo ao Esporte. Muito provavelmente a modalidade também foi explorada na parceria com a CBJ.

Independente se via Lei do Incentivo ou não o importante é enaltecer a iniciativa do Bradesco. Logicamente que o Banco não está fazendo caridade, ele espera ter retorno de marca associando o seu nome aos valores intrínsecos ao esporte. O judô brasileiro já trouxe muitas medalhas para o Brasil, desde Aurélio Miguel, Rogerio Sampaio, entre outros e, nos mundiais tem feito boas campanhas. Com a CBDA há um foco muito claro – Cesar Cielo. Claro que outros esportes como polo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais merecem todo o respeito, mas hoje nenhum outro atleta tem a expressividade apresentada por Cielo. Cielo hoje é o atleta maior do esporte brasileiro. Nenhum outro é campeão olímpico e mundial ! Por estes e outros muitos motivos mercadológicos que o Bradesco também está investindo nos esportes aquáticos.

Serão 6 anos investindo no esporte. É um investimento de risco reduzidíssimo, pois é uma grana que o Banco já pagaria de impostos. Ora, se irão pagar ao Governo, melhor pegar parte desta grana e investir nas Confederações e ainda ter retorno de imagem. É certo que se as vitórias acontecerem a mídia espontânea gerada será enorme. Jornais, sites, revistas, blogs, redes de relacionamento, terão imagens ou textos com os vitoriosos. Entretanto, ainda que elas não ocorram, a exposição da imagem também será grande, afinal, os jogos serão disputados no Brasil.


1 comentário

COPA DO MUNDO E OLIMPÍADAS GERAM OPORTUNIDADES ADICIONAIS PARA A COCA-COLA

Tem empresa grande ampliando o seu investimento no mercado brasileiro em função dos próximos eventos esportivos que acontecerão por aqui.

O negócio é aumentar as vendas !!!

O negócio é aumentar as vendas !!!

A Coca-Cola investirá US$ 5,8 bilhões, o equivalente a R$ 11 bilhões, no Brasil nos próximos cinco anos, o que representa um crescimento de 75% em relação aos aportes anunciados para o período de 2005 a 2009, de US$ 3,3 bilhões (R$ 6 bilhões). Os investimentos foram anunciados hoje pelo presidente do Conselho e diretor-executivo da The Coca-Cola Company, Muhtar Kent, que esteve no País para inaugurar uma fábrica de chás na região da Grande Curitiba (PR).

Além do potencial de crescimento para as operações no Brasil, que já é um dos principais mercados da Coca-Cola no mundo, a companhia vê nos eventos esportivos que serão realizados no País nos próximos anos (Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas de 2016) oportunidades adicionais de expansão, segundo comunicado enviado pela assessoria de imprensa da fabricante de bebidas. Em nota, Kent ressalta que nos últimos 50 anos o volume de vendas da Coca-Cola Brasil cresceu 50 vezes.

Leia mais no site da agência estado.

Agora imaginem o seguinte. A Coca-Cola é uma das grandes empresas que históricamente associam a sua marca a estes dois eventos esportivos. Ela tem total interesse em aumentar a sua exposição localmente, justamente no período onde acontecerão os jogos (tanto Copa do Mundo quanto Olimpíadas). Mas isto nos leva a uma outra linha de raciocínio:

Provavelmente outras grandes empresas também ampliarão  seus investimentos no Brasil, e o farão, inclusive, através do aumento da verba de marketing, podendo até vir a prospectar o patrocínio de ações diretamente relacionadas ao esporte, que sejam inovadoras e que despertem o interesse deste segmento de consumidores (competidores de alto rendimento, praticantes ocasionais ou amantes de esportes em geral). Se houver evidências de que o investimento é baixo e que o potencial de visibilidade é alto, este se tornará um projeto que, certamente, atrairá o interesse de muitas destas empresas que planejam embarcar nesta onda turbinada da exploração indústria esportiva.


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