sábado, 31 de julho de 2010

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VAMOS TER CUIDADO PARA NÃO COMETER NO RIO O MESMO ERRO DE ATENAS 2004.

Atenção rapaziada, vamos fazer dos primeiros jogos olímpicos realizados na América do Sul um evento que realmente seja um diferencial para o desporto brasileiro. E para que os jogos olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro sejam realmente um grande sucesso, é fundamental que aprendamos com os exemplos do passado, tanto os exemplos positivos como os exemplos negativos.

galatsiVejamos o caso das olimpíadas de 2014, realizadas em Atenas, na Grécia. Muitos elefantes brancos e dividas foram os principais legados deixado para os gregos após a realização dos jogos. O ginásio Galatsi, por exemplo, com capacidade para 5.200 pessoas, construído para abrigar a ginastica rítmica e o tênis de mesa, está praticamente abandonado. Apenas este investimento custou U$ 62 milhões aos contribuintes. A matéria “Legado olímpico de Atenas são ruínas que irritam gregos.” publicada no The Wall Street Jornal na última sexta-feira, traz ainda mais detalhes sobre o desastroso legado dos jogos para os cidadãos de Antenas.

Segundo a matéria: “As autoridades que organizaram e administraram os jogos acham que a súbita onda de críticas à Olimpíada não é justa.

Eles também lembram que Atenas não está sozinha: Pequim ainda não sabe o que fazer com com o enorme estádio construído para os jogos, chamado de Ninho do Pássaro.

“É fácil culpar a Olimpíada, já que ela não pode se defender”, disse Spyros Capralos, que foi secretário-geral dos jogos e ocupou vários cargos de liderança nos comitês de candidatura e organização.

O maior problema, concordam ele e outros, foi a construção de um grande número de estruturas permanentes.

Como a Grécia estava atrasada com os preparativos — o Comitê Olímpico Internacional de 2000 advertiu o país para se apressar — o foco foram os jogos, e não o que viria depois deles.

Dada a pressão contra o tempo, era mais fácil e algumas vezes mais rápido, embora mais caro, construir estruturas permanentes, ao invés de temporárias.

Em muitos casos, não houve tempo suficiente para realizar o processo de licitação, o que elevou ainda mais os gastos. Ninguém pensou nos custos de operar as áreas depois dos jogos, diz Capralos

As organizações esportivas nacionais também incentivaram as estruturas permanentes, acreditando que elas motivariam a participação nesses esportes depois dos jogos. Com exceção do remo, isso não aconteceu.

O COI afirmou que vai levar mais em consideração os planos pós-olímpicos quando escolher uma cidade-sede, mas poucos acreditam que isso mude alguma coisa. O Rio praticamente não tinha áreas construídas quando foi escolhido no ano passado para sediar a Olímpiada de 2016, mas o COI “queria os jogos na América do Sul”, diz David Wallechinsky, um historiador olímpico.”

É bom ficar de olho galera.  Não vamos deixar que cometam este mesmo erro por aqui. As olimpíadas devem ser um verdadeiro divisor de águas, e que seu legado seja realmente aproveitado pelo esporte nacional.


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RIO 2016. CIDADE OLÍMPICA QUE NÃO TEM ESPORTES OLÍMPICOS

Hoje o Rio de Janeiro ainda é uma cidade despreparada, do ponto de vista esportivo, para absorver o legado da olimpíada. Não há competições esportivas fortes o suficiente para atrair um publico que sustente a utilização das futuras instalações esportivas. A nossa sorte é que ainda restam 6 anos para que se implemente uma gestão esportiva com foco no longo prazo e que esta ausência seja sanada. Vejamos alguns exemplos:

No Basquete o estado do Rio possui apenas o Flamengo, como representante na NBB, principal campeonato da modalidade no país. Na última temporada a equipe rubro-negra tornou-se campeã, levando até 8.500 pagantes no último jogo disputado na Arena HSBC. Entretanto, ao longo da competição o clube, considerado como sendo de maior torcida do país, teve uma média de público de, aproximadamente, 1.200 torcedores, nos jogos em casa (Fonte: http://www.flabasquete.com/). Apenas para registro o Flamengo mandou os seus jogos em dois locais diferentes, além do HSBC Arena, jogou no Tijuca Tênis Clube e no Maracanãzinho. Logicamente que com números tão modestos o clube não conseguiu ter lucro referente a bilheteria.

Na Superliga de vôlei o estado está “melhor” representado. Unilever e Macaé Sports jogam no feminino e Volta Redonda representa o Rio no masculino. Entretanto, a unica equipe da capital, comandada pelo Bernardinho, realmente briga por título. As outras duas são do interior do estado e fazem um trabalho que precisa de maior investimento e profissionalismo. Outro ponto importante é que a equipe da Unilever tentou mandar alguns jogos no Maracanãzinho, mas as partidas não apresentaram um bom público, causando o retorno desta para o modesto ginásio do Tijuca Tênis Clube.

Fica a clara evidência de que os esportes olímpicos no Rio de Janeiro não são fortes o suficiente para fazer valer a utilização de um Maracanãzinho ou uma Arena HSBC, ou Arena Multiuso, dois legados dos jogos pan-americanos e que são sub-utilizados. As federações e as equipes locais precisam começar agora a fazer um planejamento estratégico a longo prazo, visando fomentar equipes fortes e, por consequência, proporcionando competições locais mais atrativas, para que, por fim, o público demonstre interesse em acompanhar os jogos, gerando retorno para as instalações esportivas que a cidade terá como legado, após a realização dos jogos olímpicos de 2016.


RIO 2016. TRANSPARÊNCIA NOS GASTOS.

Transparência agora e sempre !

O esporte brasileiro (e a política também) clama por transparência. Acreditamos que a transparência relacionada a gestão esportiva potencializa a obtenção de parcerias, pois torna o clube mais sério, mais respeitado, emitindo uma imagem de compromisso, de ética e bons princípios, valores essenciais e de extrema relevância para toda a sociedade.

Também estamos de olho !!!

Também estamos de olho !!!

Neste sentido divulgamos, apoiamos, acompanhamos e celebramos o aparecimento de duas iniciativas que pretendem trazer a publico todos os gastos relacionados aos Jogos Olímpicos Rio 2016.

A primeira já está no ar e foi criada por um internauta, ainda anônimo. O bacana é que, a princípio, o cara é isento, não tendo nenhum comprometimento com as esferas públicas, ou seja, não tem rabo preso com ninguém e pode soltar o verbo no que for preciso. O twitter foi a ferramenta escolhida e a conta chama-se “Fiscaliza Rio 2016″, @fiscalizaRJ2016. Lá, serão postadas notícias relacionadas a promessas e a valores do governo para a organização do maior evento esportivo mundial.

A outra ainda não foi para o ar mas será de grande relevância. O Nome do site será “Transparência Olímpica” e foi divulgado na última segunda-feira pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. O obetivo será colocar esse site para incluir o planejamento estratégico da Prefeitura. O site servirá para consulta do que está sendo gasto, de onde vem e em que está sendo aplicado o dinheiro. Pelo visto, serão apenas ações da prefeitura, ficando de fora todas as ações do Governo estadual e federal.


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ESCOLHA DA CIDADE SEDE DOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016. PALPITE DO LABE.

Rio de Janeiro, Chigado, Madri ou Tóquio.

Vejamos:

Será que teriamos a terceira olimpiada consecutiva lá pelos lados do continente asiático e oceania (Sidnei e Pequim) ? Longe do grande centro Europeu e dos altíssimos índices de audiência norte-americanos ??? Pouco provável né !

Madri está passando por um momento de recuperação lento após a crise econômica. A Espanha possui um dos maiores índices de desemprego da Europa. Na opinião do Laboratório Esportivo será a zebra.

Chicago também passa por um momento complicado de recuperação econômica. Dizem por aí que o presidente Barack Obama poderá fazer alguma diferença do ponto de vista político. A verdade é que as emissoras de TV que mais dão lucro ao Comitê Olímpico Internacional são as norte-americanas NBC e FOX, que tem um histórico de brigas acirradíssimas pelos direitos de transmissão do maior evento esportivo do mundo.

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Rio de Janeiro, este é o provável vencedor do nosso ponto de vista. Seria a primeira olimpiada a ser realizada na América do Sul. Seria ainda um carimbo de que também no âmbito esportivo o Brasil está fortalecido. Economicamente saímos vitoriosos da crise econômica. Politicamente, apesar dos últimos fatos lamentáveis ocorridos em Honduras, mais precisamente na embaixada brasileira, estamos cumprindo um papel de importância respeitável. Temos sido ouvidos pelos países mais ricos e quer queiram, quer não, mesmo que desagradem a muitos o Presidente Lula exerce um carisma notável. Pesa contra o Rio o fato de já ter a Copa de 2014 e de ter ainda um gravíssimo histórico de violência, corrupção e falta de infra-estrutura. Entretanto, acreditamos que a Cidade maravilhosa representa a maior possibilidade de mudança de ares para o COI.


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