Todo laboratório conta com experimentações, testes, pesquisas, para alcançar formas inovadoras para desenvolver produtos ou serviços. O Laboratório Esportivo não é diferente e, em função disto, não poderia privar os seus leitores de um grande exemplo que vem sendo implementado no esporte brasileiro. Mais especificamente no Santos Futebol Clube.

Precisamos de gestores esportivos
Segundo reportagem publicada pelo Portal Exame, a atual diretoria do clube abriu as portas para profissionais experientes de grandes empresas privadas, na tentativa de profissionalizar a gestão do clube. Nomes como Álvaro de Souza (presidente do conselho de administração da Gol), Luiz Eduardo Falco (presidente da Oi), Walter Schalka (presidente da Votorantim Cimentos), Eduardo Vassimon (membro do conselho de administração do Itaú BBA) entre outros formam o GUIA – Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos. O grupo trabalha diretamente com a alta direção do clube. Para melhor exemplificar a participação destes gestores, destacamos a contratação de Robinho. Alguns dos principais membros do GUIA foram responsáveis por arquitetar a operação financeira capaz de trazer o craque (que custava aos cofres do Manchester City aproximadamente 1 milhão de reais).
O grupo, que se reúne freqüentemente, visa reestruturar a gestão do clube santista e tem objetivos estratégicos bem definidos. Primeiramente trabalharão no alongamento da dívida. Em seguida irão focar na profissionalização da gestão. Por fim, o objetivo é criar um fundo de investimento público, ainda que apenas para investidores qualificados, ou seja, aqueles que contam com no mínimo 300 mil reais para aplicação. Clique aqui e leia a matéria completa.
Este caso é bem emblemático para nós do Laboratório Esportivo. Já foi ponto de discussão em nossos posts (Profissionais Dedicados ao Clube e Remunerados. Esse é o Caminho.) a questão da profissionalização da gestão no esporte. Ainda que para isso seja necessário alterar o estatuto da instituição esportiva. Adicionalmente já falamos de questões relacionadas a profissionalização do esporte, como no post A Gestão Esportiva na Era da Informação onde levantamos a necessidade de implementar indicadores e instrumentos do gênero, possibilitando uma gestão mais organizada. Lembramos ainda que duas cabeças pensam melhor que uma, ou seja, é fundamental contar com outras cabeças para buscar melhorias, buscar e implementar uma gestão esportiva inovadora de fato. Alguém aqui recusaria um grupo de consultores formado pelos profissionais que compõe o GUIA ?
O Santos e o GUIA devem manter esta parceria, para o bem do esporte nacional, não apenas do futebol. Esperamos que em um futuro breve todos lembrem o Santos e a sua gestão profissional como um exemplo a ser seguido.